segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Prefeitura confirma mortandade de cães em Oiapoque; número é incerto

Cachorros teriam sido vítimas de cinomose, em Oiapoque (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)Cachorros teriam sido vítimas de cinomose, em
Oiapoque (Foto: Reprodução/Rede Amazônica
no Amapá)

A prefeitura de Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá, confirmou a mortandade de cachorros na cidade, na fronteira do Amapá. O quantitativo, no entanto, ainda é levantado pela equipe de zoonose da Vigilância Sanitária, que também vai apontar a doença causadora da morte dos cães. A suspeita inicial é de cinomose.

A mortandade foi revelada no dia 13 de janeiro pelo médico veterinário Arnaldo Ballarini, pesquisador da Universidade Federal do Amapá (Unifap), do Campus Oiapoque. Ele estimou que pelo menos 1,5 mil cães tenham morrido e apontou a cinomose como causa. A doença, que não atinge o homem, é fatal para os animais.

O coordenador da Vigilância Sanitária de Oiapoque, Ednaldo Siqueira Tenório, acredita que quantidade de mortes é menor em razão da população canina da cidade, estimada em três mil animais. A projeção é de que 600 cachorros tenham sido vitimados, número também considerado expressivo e que precisa ser confirmado.

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"Realmente aconteceu as mortes de cachorros em número expressivo. Suspeitamos também de cinomose, mas precisamos de um diagnóstico laboratorial para fechar nosso relatório. Mediante a isso, acreditamos ter sido exagerado a quantidade relatada [de 1,5 mil cães]. O número é bem menor que isso, mas não temos nada exato. (...) Acreditamos que pelo números de animais que atendemos, tenhamos fechado em cerca de 600, o que também é expressivo", comentou Tenório.

Um relatório conclusivo deverá ser emitido somente após visita da equipe de zoonose da Coordenadoria Estadual de Vigilância Sanitária (CVS) a Oiapoque. Eles deverão colher amostras para saber o fator causador da morte dos cães e catalogar a quantidade de animais atingidos.

A orientação da vigilância é que donos de cachorros com idade partir de 45 dias de vida busquem uma vacina viral para imunizar os animais, que são comercializadas de R$ 40 a R$ 80 em Oiapoque. A prefeitura dispõe apenas da anti-rábica. 

Após o animal estar contaminado é necessário o uso de medicamentos para controlar os sintomas da infecção, que incluem vômito, diarreia, emagrecimento, falta de apetite e desânimo.

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