sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Áreas de risco às margens do Rio Madeira aumentam em Porto Velho

Mesmo com risco de erosão, casas interditadas pela Defesa Civil continuam ocupadas (Foto: Toni Francis/G1)Mesmo com risco de erosão, casas interditadas pela Defesa Civil continuam ocupadas (Foto: Toni Francis/G1)

O número de áreas de risco está aumentando nas regiões localizadas às margens do Rio Madeira, em Porto Velho, segundo avaliou nesta semana o coordenador da Defesa Civil municipal, Marcelo Santos. O Bairro Triângulo, no centro histórico da capital, e o Ramal Maravilha são dois pontos que, de acordo com Marcelo, estão em constante observação devido ao risco iminente de erosão.

A comerciante Maria Izabel, uma das moradoras de área de risco, diz que não teme novas erosões (Foto: Toni Francis/G1)A comerciante Maria Izabel, uma das moradoras de
área de risco, diz que não teme novas erosões
(Foto: Toni Francis/G1)

Embora já tenha solução para ambos os problemas, Marcelo disse que a Defesa Civil enfrenta a resistência de alguns moradores, no Bairro Triângulo, que insistem em não sair das oito casas que foram interditadas pelo órgão.

Segundo ele, a Defesa Civil está conversando com as famílias, mas se insistirem em não sair, o Município vai ter que tomar outra atitude. O coordenador não especificou que atitude seria essa.

A comerciante Maria Izabel, uma das residentes das construções que, segundo a Defesa Civil, arriscam desabar devido a erosão de um canal aberto pela prefeitura, diz que na última segunda-feira (30) recebeu a visita de agentes da Defesa Civil.

"Eles propuseram a desocupação do imóvel e ofereceram logística para o transporte dos móveis e mercadorias que comercializo", mas a comerciante, que diz não temer um novo desmoronamento.

Na análise da Defesa Civil há riscos de novas erosões na região, mas a comerciante descarta esse risco. "Não tem mais perigo, o que tinha de desbarrancar já foi", afirmou.

Defesa Civil municipal sinalizou região no Triângulo com placas alertando sobre o risco iminente de desbarrancamento (Foto: Toni Francis/G1)Defesa Civil municipal sinalizou região no Triângulo com placas alertando sobre o risco iminente de desbarrancamento (Foto: Toni Francis/G1)

O autônomo Sebastião Oliveira, que também foi orientado a deixar a região, conta que já se inscreveu em um dos programas de moradia da prefeitura e que já está desmontando a casa, aguardando apenas a ordem definitiva de abandono do local.

"Minha expectativa é ganhar um apartamento, mas, enquanto isso não acontece, fico por aqui e, quando não der mais, vou para casa de meu filho", disse o vendedor autônomo.

O prefeito Hildon Chaves esteve no local no último mês de janeiro para verificar a condição das casas e, na ocasião, informou à Rede Amazônica que quem já foi indenizado para deixar o local não receberá nova indenização.

Estrada do Ramal Maravilha também ameça desbarrancar, segundo atestou a Defesa Civil (Foto: Toni Francis/G1)Estrada do Ramal Maravilha também ameaça
desbarrancar, segundo atestou a Defesa Civil
(Foto: Toni Francis/G1)

Ramal Maravilha
No Ramal Maravilha, alguns trechos da estrada que dá acesso à comunidade está na iminência de desabar e, por conta disso, algumas regiões estão sinalizadas com placas de alerta. Entretanto, o fluxo de carros e motos continua normal.

Para evitar acidentes, a Defesa Civil anunciou que iria iniciar a construção de uma estrada alternativa, que será usada como desvio para o acesso à comunidade Maravilha.  

De acordo com Marcelo Silva, também houve conversa com a Marinha para retirada das balsas que atracam na margem esquerda do Rio Madeira. Segundo a Defesa Civil, elas estariam acelerando o processo de erosão na região, devido ao banzeiro formado na hora de atracar e de sair do local.

Placas alertam motoristas e moradores sobre o risco de transitar pela estrada do Ramal Maravilha (Foto: Toni Francis/G1)Placas alertam motoristas e moradores sobre o risco de transitar pela estrada do Ramal Maravilha (Foto: Toni Francis/G1)
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