quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Autônoma diz ter sido agredida por PM durante abordagem, em Macapá

Fotos após a agressão mostram sangue nos olhos da autônoma (Foto: Arquivo Pessoal)Fotos após a agressão mostram sangue nos olhos da autônoma (Foto: Arquivo Pessoal)

A autônoma Dalvina Paes, de 33 anos, busca na Justiça a reparação por uma agressão física que teria sofrido de um policial militar durante abordagem na madrugada de 24 de janeiro, próximo a Rodovia do Curiaú, na Zona Norte de Macapá. Ela contou que levou um tapa no rosto ao questionar a forma como foi abordada, classificando como "truculenta" a ação policial.

A defesa dela entrou com duas ações, sendo uma representação na Corregedoria da Polícia Militar (PM) e outra ação cível no Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap). O comando da PM informou que aguarda a apresentação da denúncia na corregedoria para ouvir as partes e apurar em um processo administrativo a ação do militar citado no caso.  

De acordo com a representação ingressada, a vítima alega que voltava para casa por volta de 4h após sair da lanchonete onde trabalha. Ela carregava o marido na motocicleta e parou em um mercantil onde ele compraria duas cervejas. A autônoma contou que a bebida era para o marido, e que não pretendia ingerir álcool.

Osny Brito, advogado (Foto: Arquivo Pessoal)Osny Brito, advogado que defende a autônoma
(Foto: Arquivo Pessoal)

Ao pararem no mercantil, a guarnição da PM se aproximou deles. Ela conta que questionou o motivo para a ação policial e teria levado um tapa no rosto de um dos militares.

"Sem entender o ato arbitrário e truculento  a requerente (...) foi detida e colocada na guarnição (...) onde foi liberada, sem a lavratura de qualquer ocorrência policial em seu desfavor, por não ter cometido crime", diz trecho da representação.

Na saída da delegacia a autônoma registrou ocorrência e fez o exame de corpo de delito, que apresentou lesão corporal leve. O advogado Osny Brito adiantou que a cliente pede reparação financeira dos danos e também a investigação do caso pela corregedoria da PM.  

"A família da minha constituinte busca sobretudo justiça. Ela é uma mulher trabalhadora, uma pessoa de bem que foi vítima de truculência e violência gratuita, sem ter feito nada de errado. Nós vamos buscar dar a compensação na esfera civil e buscar a apuração dessas condutas na esfera criminal para que seja feita Justiça", argumentou Brito.

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