(Foto: Marco Cavalcanti/Divulgação)
Os servidores eleitos para a gestão do Hospital de Clínicas de Uberlândia (HCU/UFU) durante a consulta eleitoral ocorrida nos dias 6 e 7 de fevereiro tomaram posse nesta quarta-feira (15). Entre eles, o diretor geral, Eduardo Crosara Gustin, que disputou a consulta eleitoral, nos dias 6 e 7 de fevereiro com o antigo diretor Hélio Lopes da Silveira e teve uma diferença de 638 votos.
Em entrevista ao MGTV nesta quinta-feira (16), Crosara destacou alguns desafios que terá pela frente como admnistrador da instituição. Entre eles, dívidas, falta de insumos, déficit de verbas, fechamento de leitos de UTI e do pronto - atendimento.
Dívida acumulada
Uma das grandes dificuldades a serem enfrentadas segundo o novo diretor é a dívida acumulada do HC-UFU, superior a R$ 56 milhões, considerando as contas da UFU e também da Fundação de Assistência, Estudo e Pesquisa de Uberlândia (Faepu). Eduardo Crosara ressaltou, que apenas a parte correspondente à Faepu chega a R$ 48 milhões. "Esta dívida é um grande desafio, ela já existe aproximadamente desde o seu tempo de fundação. Ela já está na ordem hoje de R$ 48 milhões. Então nós temos que arrumar alguma forma para poder amortizar esta dívida e tentar garantir a sobrevivência de todo o hospital”, afirmou.
A falta de insumos e de medicamentos, de acordo com ele, equivalem a R$ 26 milhões da dívida da Faepu. "Nós estamos tentando definir as prioridades, para garantir que o hospital tenha o elementar para poder fazer um trabalho de qualidade, estamos tentando negociar para que a gente possa abater as dívidas gradativamente", explicou.
A quitação de débitos com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e duas empresas terceirizadas também são prioridade, para garantir a prestação de serviços e a sobrevivência tanto do hospital como das empresas.
O diretor destacou ainda que a primeira medida a ser tomada será a redução dos custos, para melhorar a produção e o faturamento do hospital, além de outras soluções para amenizar gradativamente a dívida acumulada.
"A primeira coisa é tentar sensibilizar os órgãos ver quais são as vias de fomentos disponíveis para que possa nos ajudar a abater esta dívida. Vamos tentar buscar outros tipos de parceria, implementação de alguma linha de pesquisa ou projetos, ou talvez algum tipo de parceria com a estrutura privada, se assim for possível e tentar fazer um abatimento", afirmou.
Déficit custeio
Eduardo Crosara falou também sobre o déficit no envio de verbas de custeio mensal do hospital que chega a ser de 3 a 4 meses e o valor aproximado é de quase R$ 2,5 milhões. "A nossa estimativa é de que precisaríamos de uma média de R$ 9 milhões nos nossos custos mensais, mas estamos com um déficit de aproximadamente R$ 2,5 milhões mensais. Então isto nos preocupa, porque no decorrer de um ano esta dívida pode chegar a quase R$ 30 milhões", enfatizou.
Obras pronto-socorro
As obras do novo pronto-socorro, que foram paralisadas novamente no ano passado, também estão sendo tratadas com prioridade para serem retomadas. "Nós obtivemos algumas informações. A empresa responsável por estas obras pediu recuperação judicial e já foi destacada uma pessoa para fazer alguma intervenção para ver se é possível recuperar. Caso não seja, será feita uma licitação para que possam ser resgatadas estas obras", explicou Crosara.
Leitos fechados
Os atendimentos no HC-UFU vêm sendo comprometidos há mais de um ano por causa de problemas financeiros, o que ocasionou o fechamento de leitos de UTI e no pronto-atendimento, no ano passado. O novo gestor do hospital falou sobre o assunto. "Tem que ser uma conduta muito responsável, porque a abertura de leitos que é essencial pra toda a comunidade, depende de uma viabilidade econômica. Eu tenho que ter recursos para garantir a distribuição e para executar processos. Ter insumos para poder prestar este serviço para a sociedade que tanto precisa", disse ele, ao finalizar que a estimativa é de que seria necessária a abertura de mais 100 leitos.
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