sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Grupos sem-teto ocupam reitoria da UFU e manifestam em Uberlândia

Centenas de integrantes de movimentos sem-teto de Uberlândia se manifestaram e ocuparam a reitoria da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no início da noite desta quinta-feira (16). Eles são contra uma petição da União dispondo sobre o cumprimento da ordem judicial de reintegração de posse no campus Glória considerando o plano estratégico apresentado pela Polícia Militar.  

O G1 procurou a Advocacia-Geral da União (AGU) e também a 9ª Região de Polícia Militar de Uberlândia, por meio das assessorias de comunicação, e aguarda retornos sobre o assunto.

Durante o protesto, o reitor Valder Steffen conversou com os manifestantes e reforçou que a intenção da gestão é solucionar o problema de forma pacífica. Disse, ainda, que tem buscado auxílio de órgãos federais e municipais, além de políticos da região, para resolver a questão. (Assista ao vídeo acima).

A manifestação começou dentro da reitoria e reuniu integrantes do Movimento Sem Teto do Brasil (MSTB) e Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). De acordo com um dos coordenadores, Marcos Oliveira, a intenção é buscar soluções contrárias à desocupação no Glória.

Manifestação campus Glória UFU (Foto: Marcos Oliveira/Arquivo Pessoal)Grupo manifestou dentro do saguão da reitoria da UFU em Uberlândia (Foto: Marcos Oliveira/Arquivo Pessoal)

“Essa petição deixou o pessoal muito apavorado e nervoso. Ela ainda cita o movimento como se estivesse resistindo a sair pacificamente do local. O que não é verdade. O movimento vem sempre buscando soluções pacíficas, o que também é a opinião do próprio reitor. Então decidimos pressionar a reitoria para que a gente acelere o processo de regularização por meio da Medida Provisória do governo”.

Em seguida, os manifestantes fizeram uma marcha pela Avenida João Naves de Ávila, no Bairro Santa Mônica, e seguiram para o Centro Administrativo Municipal em apoio ao professores que ocupam o Legislativo reivindicando pagamentos atrasados. A avenida chegou a ficar fechada por alguns minutos e depois foi liberada pelas famílias sem-teto.

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