Dois macacos foram encontrados mortos em Divinópolis em diferentes regiões da cidade. Na tarde desta terça-feira (14) a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) informou que os animais são micos e não tinham evidências de morte por febre amarela. Mesmo assim, as causas das mortes serão investigadas.
"O primeiro foi encontrado no Bairro Niterói, na semana passada. O segundo, no Centro Industrial, na tarde de segunda-feira. Por precaução, devido aos casos da doença em Minas Gerais, os animais foram enviados para Gerência Regional de Saúde apurar a causa da morte pelo Controle de Zoonoses de Belo Horizonte. Inicialmente, a suspeita é de que se trata de morte natural, queda ou choque na rede elétrica", informou a Semusa.
Procurada pelo G1, a Superintendência Regional de Saúde (SRS) confirmou a localização dos animais. Amostras de sangue deles foram enviadas nesta terça-feira à Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte. Ainda não há previsão de quando o laudo vai sair.
Doença na região
Até a manhã desta terça-feira, a região Centro-Oeste de Minas contabilizava 15 municípios no quadro de rumores de epizootias – que é a morte ou doença em macacos. As informações são divulgadas diariamente no relatório da Secretaria Estadual de Saúde (SES). O desta terça-feira inda não foi divulgado.
A região teve duas mortes de macacos por febre amarela confirmadas. A primeira foi em Japaraíba e a segunda em São Roque e Minas. Já o município de Tapiraí se encontra no quadro de investigação por morte de primatas e Lagoa da Prata está sob investigação por um caso da doença registrado em humano.
De acordo com a SES, os registros em macacos são divididos em rumores e em investigação. Rumor é quando o animal é encontrado morto e não é possível coletar material para o exame que diagnosticaria a causa da morte e investigação é quando o animal é encontrado e segue para análise.
Caso em humano
A Secretaria de Saúde de Lagoa da Prata informou nesta segunda-feira (13), que investiga um caso suspeito de febre amarela em ser humano. A paciente de 60 anos está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Carlos, com sintomas da doença.
amarela (Foto: Ministério da Saúde/Divulgação)
Uma amostra do sangue dela foi coletada e encaminhada para exame na Fundação Ezequiel Dias (Funed). O resultado deve sair em uma semana. Se for confirmado, será o primeiro caso da doença em pessoas no Centro-Oeste de Minas.
A idosa possivelmente infectada mora no Bairro Nossa Senhora das Graças. Ela deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no dia 2 de fevereiro. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Geraldo de Almeida, após o alerta de possível contaminação pela febre amarela, a pasta adotou medidas.
A secretaria informou o caso à Polícia Militar de Meio Ambiente e pediu uma varredura em parques e bosques da cidade em busca de macacos mortos. "Se forem encontrados animais nessas condições, eles serão recolhidos e encaminhados para exames também", explicou.
Outra medida foi reforçar a aplicação de vacinas e de buscas por focos do mosquito transmissor da doença perto da casa da paciente. "Todos nós precisamos intensificar o combate ao mosquito, usar repelentes, evitar deslocamento para zona rural e procurar os postos de saúde para a vacinação, levando sempre o cartão de vacinas. Quem já tomou a vacina nos últimos dez anos não precisa tomar novamente. Pessoas acima de 60 anos devem ter receita médica. Grávidas, transplantados e pacientes em hemodiálise não pode ser vacinados", orientou.
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