O clássico entre CRB e CSA deste domingo (5) foi marcado por violência dentro e fora do estádio. A polícia registrou 23 ocorrências entre brigas, tumultos e até espancamentos em vários bairros de Maceió.
"Bateram nele, pisaram nele, subiram nele, pisaram na cabeça dele e isso foi terrível", relata o autor do vídeo que mostra uma pessoa sendo espancada antes do clássico CRB X CSA no estádio Rei Pelé, no Trapiche. Ele não quis se identificar. Vizinhos dele também filmaram a agressão.
Nas gravações, um homem com blusa azul e preta é abordado na avenida Assis Chateaubriand por um grupo de pessoas vestindo a camisa do CRB.
Ele leva vários chutes e pontapés. E, mesmo já caído na via, ele continua a levar chutes; muitos, inclusive, na cabeça.
Três policiais da Rádio Patrulha pararam no local, abordaram algumas pessoas enquanto o homem continuava na pista. Uma viatura da polícia chegou em seguida. Motoristas e pessoas que passavam pelo local tiraram a vítima da rua e carregaram para o canteiro central.
"Ele ficou lá sozinho depois, sem nenhum socorro médico ou coisa do tipo", conta o autor do vídeo.
O comandante do Batalhão de Eventos, Davi Monteiro, disse que a ocorrência foi registrada e a vítima não foi atendida porque não quis. "Os policiais solicitaram que a vítima aguardasse a chegada do Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] e simplesmente o indivíduo não quis aguardar a chegada do socorro. Ele se levantou e foi embora", diz o comandante.
Outros episódios de violência foram registrados na tarde deste domingo. Dentro do estádio haviam 12 mil pessoas e houve tumulto entre torcedores do CSA. A polícia reagiu com balas de borracha e 13 pessoas foram presas.
Mais confusão
No centro da cidade, 4 homens foram presos depois do jogo e encaminhados para a Central de Flagrantes. Com eles foram apreendidos fogos de artifício, bomba caseira e um revólver calibre 38. A arma já tinha queixa de roubo.
O número de ocorrências foi considerado dentro da normalidade pelo Batalhão de Eventos. Mas, como a partida seria um teste para definir como vão ser os próximos jogos, a polícia vai se reunir com o Ministério Público.
"Fazer uma análise e dai para frente decidirmos juntos como serão os próximos jogos, se vai ser jogo de uma só torcida, se permanecem as torcidas juntas ou se vai ser jogo de portão fechado", explicou o comandante.
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