Após a prisão de um eletricista suspeito de vender armas e drogas para presos, agentes penitenciários voltaram a apreender, na terça-feira (14), produtos ilícitos dentro da Penitenciária Industrial e Regional do Cariri (Pirc), em Juazeiro do Norte, na Região do Cariri.
Desta vez, um revólver, munição e cerca de 800 gramas de maconha arremessados sobre o muro do presídio foram encontrados pelos agentes. O sindicato da categoria reclama da falta de policiamento na área externa da unidade, o que facilita a tentativa de entrar com produtos ilegais na penitenciária.
O material apreendido estava embrulhado em sacolas plásticas e foi arremessado do lado de fora para dentro da unidade prisional. Porém, a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) informou arma e a droga foram encontradas pelos agentes antes de chegar aos presos. Ninguém foi preso.
O diretor do Sindicato dos Agentes e Servidores Públicos do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindasp), Carlos Eduardo Brito, denuncia que a unidade sofre com problema de falta de segurança, principalmente com relação ao policiamento nas áreas próximas do presídio. Conforme o agente, a Penitenciária Industrial possui 19 guaritas de segurança, porém, somente duas são ocupadas diariamente por policiais e agentes que vigiam a muralha.
Segundo Eduardo Brito, isso facilita a entrada de materiais ilícitos dentro da unidade prisional. Na segunda-feira (13), outros dois quilos de maconha e celulares foram apreendidos no chão do presídio. Os entorpecentes também foram arremessados por cima do muro. "Praticamente todos os dias fazemos apreensões deste tipo, antes de chegar nas mãos dos presos", comentou.
O diretor do sindicato reclama ainda que o contigente de agentes é insuficiente para atender a demanda de presos. Doze agentes penitenciários por plantão fazem a segurança de 800 detentos por dia, segundo Eduardo Brito.
O Sindasp diz ainda que os agentes penitenciários estão precisando de materiais de trabalho. "A gente precisa de armamentos, coletes e reforço nas guaritas. Pois o contingente é pequeno e cada vez mais a articulação das facções criminosas dentro da cadeia aumenta. Estamos na iminência de haver uma fuga ou algum atentado contra os servidores", informou Eduardo Brito.
Sejus
Em nota, a Secretaria de Justiça informou que está em fase de aquisição de equipamentos de proteção e armamentos para as unidades prisionais. O material será distribuído também para as grandes unidades do interior do estado, como a Pirc. Com a entrega dos equipamentos, conforme a pasta, o Grupo de Ações Penitenciárias Especiais (Gape) fará uma capacitação com os agentes penitenciários da região.
Sobre o policiamento na unidade, a Sejus disse que está em contato com a Polícia Militar daquela região para melhorar o policiamento nas guaritas da unidade prisional.
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