terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Vereadores que foram presos em Frutal assumem cadeiras na Câmara

Presos por corrupção, vereadores de Frutal assumem cadeiras na Câmara (Foto: Reprodução/TV Integração)Vereadores tomaram posse na Câmara de Frutal
nesta segunda (Foto: Reprodução/TV Integração)

Os sete vereadores que respondem criminalmente por envolvimento em suposto esquema de compra e venda de apoio político para a eleição da Mesa Diretora assumiram as cadeiras no Legislativo de Frutal nesta segunda-feira (20). 

Ricardo Mazzaropi (PT do B), Joab de Paula Alves (PROS), Romero Silva de Menezes (PRTB), Esio dos Santos (PR), Douglas Doyal (PSOL), Nene Finuh (PT do B) e Edson Yamagami (PSOL) tomaram posse na Câmara Municipal depois de conseguirem um habeas corpus.

Na decisão judicial, o desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) considerou que os vereadores eleitos e reeleitos em 2016 podiam assumir os mandatos e continuar respondendo ao processo. O advogado de defesa de Ésio e Joab, Ricardo Gomes, explicou a situação.

“Uma das questões que o Tribunal entendeu é de que os vereadores não estavam nem empossados, não haviam assumido ainda. Então não haveria razão de afastá-los de um cargo”, explicou.

Com a posse dos vereadores titulares, as comissões da Câmara foram redefinidas e houve discussão durante a sessão. Um vereador não concordou com a forma como elas foram montadas, por meio da indicação dos líderes, mas o advogado da Casa explicou que esse era um processo natural.

Após a discussão, os vereadores voltaram à pauta do dia e votaram cinco projetos que tiveram pareceres favoráveis das comissões, antes formadas pelos vereadores suplentes.

O processo
Os sete vereadores foram presos em dezembro do ano passado durante a Operação “Déjà Vu”, da Polícia Civil em parceria com o Ministério Público Estadual (MPE). Eles são apontados nas investigações de ter envolvimento na compra e venda de apoio político na Casa e foram indiciados por organização criminosa. Os vereadores foram soltos em janeiro, mas só agora assumiram os mandatos.

O advogado do vereador Mazzaropi, Alex Miranda, explicou sobre os próximos passos do processo. “O Ricardo em momento algum participou dos crimes descritos na peça acusatória e isso será provado durante a instrução processual criminal e virá à tona a realidade dos fatos”, comentou.

Já a defesa de Douglas Doyal, Paulo Ramadier Coelho, pontuou falhas. “Essa ação realmente não tem consistência fática, os indícios são frágeis e agora no Judicial ainda será pior para a acusação que terá um ônus muito maior de inverter uma situação que já está frágil”, disse.

Os vereadores Romero Silva de Menezes e Nene Finuh não quiseram se manifestar. Já o vereador do PSOL, Yamagami, concedeu entrevista à TV Integração. “O processo segue em segredo de Justiça então sobre ele não posso comentar absolutamente nada. O que eu posso dizer é que a lei do ser humano é falha, mas a justiça de Deus não falha e, como eu acredito muito Nele, a justiça será feita”.

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