Evento foi promovido pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest). Objetivo é debater o tema com os trabalhadores e órgãos envolvidos.
Trabalhadores, estudantes e órgãos ligados a saúde participaram nesta sexta-feira (31) de um encontro promovido pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) em Cacoal (RO), a 480 quilômetros de Porto Velho. A proposta do evento foi discutir sobre os riscos do manuseio de agrotóxicos, produto muito utilizado nas lavouras para o controle de pragas.
Segundo o coordenador do Cerest em Cacoal, Robson Luiz Luciano Rosa, o uso indiscriminado do defensivo agrícola é preocupante, porque muitas vezes, quem aplica o produto não usa o equipamento de proteção individual. Um dos objetivos foi debater o tema com os trabalhadores e os órgãos envolvidos.
“Nós fizemos um chamamento para todos aqueles que trabalham ou manuseiam ou têm contato com os agrotóxicos, para que comecemos uma discussão a respeito do adoecimento dos trabalhadores com estão envolvidos com agrotóxicos. Hoje foi dado o ponta pé para o debate”, diz.
Robson explica que apesar da preocupação com o tema, não são realizadas investigações de notificações de acidente por contato com agrotóxicos na região. “As notificações acontecem, mas o que não está acontecendo é a investigação desses casos. A partir de agora, iremos fazer a investigação que é obrigatória de todas as notificações. A ideia é mapear quem comercializa, quem utiliza e a destinação final das embalagens, além da qualidade dos alimentos. A partir dos resultados vamos fazer um projeto de vigilância para identificar todos os envolvidos com agrotóxicos e assim poderemos adotar medidas de prevenção a acidentes”, revela.
Para a secretária municipal de Saúde, Penha Simão, o manuseio do defensivo agrícola sem proteção individual pode provocar muito efeitos nocivos à saúde humana, já que o veneno pode ser inalado ou absorvido pela pele. “Essa é uma determinação do Ministério de Saúde e, por ser um problema de saúde pública, nós precisamos trazer a sociedade para discutir e colocar em prática ações que reduzam esses acidentes, principalmente em Rondônia que é um estado agrícola”, aponta.
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