Causas da morte ainda não foram esclarecidas e Polícia Civil investiga. Garota desapareceu na quinta-feira (20), quando saiu de casa de bicicleta.
Jéssica Moreira Hernandes, de 17 anos, foi encontrada morta na noite de segunda-feira (Foto: Facebook/Reprodução)
A estudante Jéssica Moreira Hernandes, de 17 anos, que estava desaparecida desde quinta-feira (20) foi encontrada morta no fim da tarde de segunda-feira (24), na Linha 4, zona rural de Cerejeiras (RO), a 745 quilômetros de Porto Velho. Conforme a Polícia Militar (PM), o corpo da adolescente estava em estado de decomposição. As causas da morte ainda não foram esclarecidas, e a Policia Civil investiga o caso.
De acordo com a PM, o corpo foi encontrado por duas mulheres que faziam caminhada e sentiram um forte odor. Quando foram verificar, viram o corpo enrolado em uma lona. Ainda segundo informações da polícia, o criminoso teria tentado incendiar o corpo, mas não conseguiu.
Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cerejeiras tem população estimada em 2016 de 17, 9 mil habitantes. Por ser uma cidade pequena, a população se solidarizou com a família e fez mutirões de buscas. Contudo, não haviam encontrado nenhuma pista até a última segunda-feira.
Amigos e familiares falam sobre revolta e dor nas redes sociais (Foto: Facebook/Reprodução)
Nas redes sociais, dezenas de pessoas compartilham mensagens de dor e revolta com o crime, e muitos deles compartilharam a imagem da adolescente com a frase: 'Cerejeiras está em luto. Jéssica descanse em paz!'.
A funerária de Cerejeiras responsável por Jéssica, disse às 7h20 desta terça-feira (25) que o corpo ainda não havia sido liberado, e com isso, não poderia informar o horário do velório e o sepultamento.
Desaparecimento
Na manhã de segunda-feira (24), o funcionário público André Hernandes Serrano contou ao G1 que no dia do desaparecimento, a filha estava com cólica e não foi à aula. Ela tomou remédio, e por volta das 8h30 disse à mãe que iria sair, mas voltaria logo.
A mãe não estranhou a situação, porque a adolescente produzia e vendia pão de mel. Com isso, era comum Jéssica sair para adquirir os ingredientes, mas costumava voltar em pouco tempo. No entanto, naquele dia ela saiu de bicicleta e não foi mais vista na cidade.
O pai ainda revela que até às 22h da quinta-feira (20), o celular de Jéssica chamava até cair a ligação. Depois desse horário, o número começou a dar desligado. “Minha esposa já foi para o hospital várias vezes, porque não está comendo. Já faz cinco dias e não temos notícias. É muito difícil. Estamos quase loucos, agoniados. Mas temos fé que ela está viva”, chegou a dizer na entrevista.
Na mesma manhã, o delegado Rodrigo Spiça explicou que a Polícia Civil estava investigando todas as circunstâncias que envolviam o desaparecimento de Jéssica. “Minha equipe tem trabalhado nesses dias de forma incansável. Não estamos desprezando nenhuma informação”, enfatizou o delegado, ressaltando que as apurações correm de forma sigilosa, e que não poderia dar mais detalhes para não atrapalhar o andamento do caso.
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