Presidente da Arsete afirmou que consumidores abastecidos por poços reclamaram da qualidade da água.
A Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos de Teresina (Arsete) notificou nessa quarta-feira (5) a Agespisa para ela informe sobre a qualidade da água nos 78 poços, que complementam o abastecimento da cidade, e os reservatórios dos residenciais Bosque Sul e Jacinta Andrade.
A assessoria de imprensa da Agespisa informou que a empresa vai se pronunciar apenas quando for oficialmente comunicada pela Arsete.
Segundo o diretor da Arsete, Edvaldo Marques, mensalmente a Agespisa encaminha para agência o exame da qualidade da água nas estações de tratamento de Teresina. No entanto, moradores de regiões abastecidas pelos poços tubulares e reservatórios registraram reclamações do serviço durante audiências públicas.
"Precisamos fiscalizar também a qualidade da água nesses poços e reservatórios, até para dar um retorno para a população. Por isso notificamos a Agespisa sobre o serviço oferecido pelos 42 poços da zona urbana e 36 da zona rural, colocando a justificativa da portaria do Ministério da Saúde, que determina que toda água para consumo humano deve ser controlada, tem que ter a vigilância e passar pelo processo de coloração", explicou.
Edvaldo Marques citou a situação do Residencial Bosque Sul, onde existe 1.300 apartamentos e o abastecimento é por um reservatório. Ele relatou que em visita ao local ouviu dos próprios moradores reclamações sobre a qualidade da água. "Acionamos a Agespisa sobre os exames bacteriológicos do reservatório, para saber se água está em condições de consumo humano. Se não tiver, tomaremos providências e a empresa pode até ser multada", contou.
A terceira notificação feita pela Arsete foi em relação a construção do reservatório do residencial Jacinta Andrade, na Zona Norte de Teresina. De acordo com Edvaldo Marques, a obra deveria ficar pronta em 2014, mas ainda não foi entregue e anova previsão de conclusão é para abril deste ano. "Vamos aguardar a resposta da Agespisa sobre estas notificações. A empresa tem 15 dias para responder, podendo ser prorrogado por igual período", completou.
O presidente da Arsete destacou também que vem acompanhando o inquérito instaurado pelo Ministério Público sobre a qualidade da água em Teresina. Ele revelou que vai tentar um acordo de coorporação técnica com a Fundação Municipal de Saúde (FMS) para análise de contra-prova dos relatórios entregues pela Agespisa.
Nessa terça-feira (5), após um laudo da Diretoria de Unidade de Vigilância Sanitária Estadual (DIVISA) apontar a presença de coliformes totais, bactérias consideradas como os principais indicadores de contaminação fecal, e outros problemas na água distribuída para a população de Teresina, o Ministério Público do Piauí (MPPI) instaurou um Inquérito Civil Público para apurar as condições de qualidade da água distribuída pela Águas e Esgotos do Piauí S. A. (Agespisa).
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