ONG Carlos Daniel ajuda 28 crianças amapaenses que lutam contra o câncer em hospitais de SP. Menino teve leucemia e morreu em abril de 2015.
Auxiliar no tratamento de câncer de 28 crianças que estão internadas no Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, é o objetivo da Organização Não Governamental (ONG) Carlos Daniel, fundada em Macapá pelo funcionário público Agenilson da Silva. Ele criou a instituição após a morte do filho 'Carlinhos', como era chamado, que teve leucemia aos 7 anos. Nesta sexta-feira (21), que completa dois anos nessa sexta-feira (21).
Carlos Daniel foi vítima de uma parada cardíaca durante o tratamento contra leucemia, em São Paulo, no dia 21 de abril de 2015. O caso ganhou repercussão no Amapá quando o pai iniciou uma campanha nas redes sociais, pedindo ajuda para custeio do tratamento. Mesmo com o falecimento do filho, ele decidiu persistir com a arrecadação de recursos para ajudar outras crianças diagnosticadas com a doença.
“Não é fácil reviver tudo isso, mas penso no legado que o Carlos Daniel deixou, que é ajudar ao próximo. A ONG foi criada para isso, dar apoio para as famílias e crianças que tanto precisam. Hoje atendemos a 28 pacientes com a ajuda de doações e parcerias com a iniciativa privada”, disse Agenilson.
A ONG foi formalizada e obteve o registro legal em 26 junho de 2015. A entidade atua de forma permanente no apoio a crianças e adolescentes com câncer, com a doação de cestas básicas, garantia dos hospitais que atendem às crianças do Amapá e ajuda na hospedagem para São Paulo, onde mantém um apartamento, além da realização de eventos beneficentes.
“Como existem muitas crianças internadas lá em Santa Marcelina e não podem custear o tratamento, resolvemos criar a ONG para dar auxílio jurídico e ajudar as famílias com ações sociais”, falou Agenilson Silva.
As dificuldades são diárias e Agenislon conta que pensou em desistir após a falta de apoio. O presidente da entidade diz que busca na história de luta do filho, coragem para continuar o trabalho social no Amapá.
“Nossa ONG tem muitas dificuldades, pois não temos apoio do poder público, mas com muita luta vamos persistindo com as doações e parcerias, porque apesar de tudo, queremos dar uma resposta para as famílias que buscam nossa ajuda. O câncer infantil mata muito e não vemos o poder público ter nenhuma iniciativa em reverter isso”, disse.
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