Socorro Pelaes foi vítima de ataques nas redes sociais após pedir afastamento de agentes suspeitos de tortura a preso. MP e associação emitiram nota.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (3), o Ministério Público do Amapá (MP-AP) e a Associação do Ministério Público do Estado do Amapá (Ampap) manifestaram apoio à promotora de Justiça Socorro Pelaes, da área de Execuções Penais de Macapá. A magistrada estaria sendo vítima de ameaças e ataques nas redes sociais.
As agressões na web surgiram a partir de um pedido da promotoria, em 29 de março, para suspensão de uma equipe de agentes prisionais que atuam no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). O grupo seria suspeito de espancar um detento na cadeia.
Na nota, as entidades dizem que os "autores dos crimes perpetrados serão identificados e punidos na forma da lei". A promotora preferiu não comentar sobre o teor das postagens.
"Infelizmente, casos de ameaças à honra e à integridade de membros do Ministério Público têm se repetido com frequência nos últimos anos, especialmente, objetivando diminuir o eficiente trabalho que tem sido realizado por todos os integrantes do Ministério Público brasileiro e amapaense", diz trecho da nota.
Segundo a promotoria, o grupo que encontrou o celular com o detento retornou à cela, no plantão seguinte, e teria torturado ele. A denúncia chegou ao MP por meio dos familiares do prisioneiro. Os agentes afastados já retornaram ao trabalho.
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