Caso ocorreu no município de Santana, em julho de 2016. Segundo familiares, Ministério Público não denunciou suspeito à Justiça.
Crime ocorreu na área portuária de Santana, em julho de 2016 (Foto: Ruanne Lima/Rede Amazoônica no Amapá)
A família do vigilante Alexsandro Santos Coutinho, de 32 anos, morto com um tiro na cabeça durante um assalto no dia 2 de julho de 2016, em Santana, a 17 quilômetros de Macapá, cobra o julgamento do principal suspeito no crime, que ocorreu no Terminal Pesqueiro do município, durante o plantão da vítima, que fazia a segurança do local. Segundo os familiares, há 9 meses o Ministério Público deveria ter denunciado o caso à Justiça, o que não ocorreu.
O G1 entrou em contato com o Ministério Público do Amapá, e a promotoria responsável informou que está trabalhando no caso para que a denúncia seja feita à Justiça, mas não há informações sobre prazo.
Alexsandro Santos estava de plantão com outro vigilante, que testemunhou o assalto. Segundo a Polícia Militar (PM), dois homens encapuzados entraram no terminal e teriam efetuado disparos de arma de fogo, sendo que um atingiu a vítima, que morreu na hora. A dupla fugiu em seguida.
Vigilante foi morto com um tiro na cabeça, durante plantão em terminal (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)
Em setembro do ano passado, um suspeito de 30 anos foi preso. Com a esposa dele foi encontrado um dos celulares levados durante o assalto. Ele foi solto no início de fevereiro, segundo a família, que afirmou que o Ministério Público perdeu o prazo para ofertar a denúncia à Justiça.
A mulher da vítima, Deizeane Souza, de 21 anos, disse que diversas vezes o Ministério Público foi procurado pela família, mas nenhuma resposta foi dada. Ela falou que por causa do tempo de espera, teme que o caso seja arquivado.
"Estamos há 9 meses sem nenhum tipo de resposta desde quando meu marido faleceu. Fomos informados por terceiros de que o caso havia sido arquivado, mas isso não foi confirmado pelo MP. Entretanto, temo que isso possa ocorrer, pois aguardamos há muito tempo. O suspeito está solto e a injustiça continua", disse.
A Polícia Civil do município de Santana investigou o caso e concluiu o inquérito em aproximadamente 30 dias. De acordo com o advogado da família, Marlon Fortunato, o Ministério Público deveria ter feito a denúncia 15 dias depois.
"Reuni com o promotor, que garantiu que o caso será denunciado até a sexta-feira (7). O fato é que estamos trabalhando para que este caso não fique impune, pois a família está há 9 meses na espera por uma ação do MP", disse.
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