segunda-feira, 24 de abril de 2017

Filho acusado de matar pai de 88 anos a facadas será julgado no Amapá

Em audiência, réu negou morte e diz que próprio pai se esfaqueou. Morte de Valdemiro de Almeida aconteceu um mês após o crime, em maio de 2016.

O Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) confirmou para a manhã de terça-feira (25), o julgamento de um homem acusado de matar a facadas o próprio pai, Valdemiro de Almeida, de 88 ano. O julgamento está marcado para iniciar a partir das 8h no Fórum de Macapá.

O crime aconteceu no dia 19 de maio de 2016, no bairro Marabaixo, na Zona Oeste de Macapá. O idoso foi atendido, mas morreu após um mês internado no Hospital de Emergências (HE). O acusado nega o crime e em audiência na Justiça alegou que o próprio pai se esfaqueou.

O fato ocorreu na casa da família, e de acordo com testemunhas, o filho entrou na residência onde o pai dormia em uma rede, aumentou o som da televisão e o golpeou por várias vezes. Familiares estavam na casa. O motivo para a violência não foi conhecido até o momento.

O réu está preso desde o crime e responde por homicídio qualificado, com os agravantes de assassinato por motivo fútil, e sem dar chance de defesa para a vítima. O filho pode ter a pena aumentada mais ainda pelo fato de a morte ter sido contra pessoa acima de 60 anos.

O juiz do caso na época foi João Guilherme Lages, hoje desembargador. O magistrado decidiu encaminhar o caso para júri em função da ausência de provas que causassem o encerramento do processo.

"O réu nega que tenha esfaqueado o pai e limitou-se a dizer que a vítima golpeou a si própria, mas todas as testemunhas ouvidas disseram o contrário (...). Muito embora seja primário, chegou a dizer na audiência que já matou uma pessoa no Maranhão há certo tempo. A informação de que o réu já passou por diversos garimpos em diversos estados me assegura ser provável que, se for solto, vai passar mais um tempo fora para se ver livre da responsabilidade penal, como veio fazendo e ultimamente apareceu na casa dos pais, pouco antes de cometer o crime", descreveu Lages no processo após receber a denúncia do Ministério Público do Amapá (MP-AP).

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