Profissionais e amadores se encontraram em shopping na capital para programação promovida por escola pública de artes do Amapá.
Exposição é composta por professores, alunos e ex-alunos do Cândido Portinari (Foto: Carlos Alberto Jr/G1)
Para celebrar o Dia do Desenhista, comemorado em 15 de abril, ilustradores profissionais e amadores de Macapá reuniram-se nesta quarta-feira (12) em um shopping no Centro da cidade, para uma programação com música, performances artísticas, cosplay, oficinas e exposições de desenho.
A programação, que acontece pelo 2º ano seguido, é organizada pelo Centro de Educação Profissional em Artes Visuais Cândido Portinari (Cepa Cândido Portinari).
As oficinas são ofertadas para o público de todas as idade e nelas os alunos têm aulas introdutórias das técnicas de mangá, quadrinhos, desenho em carvão, desenho em aquarela, caricaturas e charges, por R$5.
Além das oficinas, durante todo o dia, artistas farão intervenções e professores da escola farão caricaturas na hora. A exposição aberta é constituída por obras de professores, alunos e ex-alunos da escola de artes.
Oficinas de quadrinhos, mangá, desenho em carvão e aquarela são ofertados por R$ 5 (Foto: Carlos Albreto Jr/G1)
A professora da escola e coordenadora do evento, Cristina Mendonça, disse que além de celebrar a data, o encontro propõe arrecadar dinheiro para a compra de livros didáticos para os cursos ofertados pela escola.
"Ano passado realizamos o evento meio sem saber como seria a recepção do público e ele acabou sendo um sucesso. Conseguimos comprar alguns livros técnicos e estamos realizando o evento novamente para que o centro esteja atualizado para dar melhor suporte técnico aos alunos", disse.
A enfermeira Solange Mourão, de 34 anos, passeava pelo shopping e se deparou com a exposição. Ela disse que ficou encantada com as obras e que levaria o filho para fazer uma oficina durante a tarde.
"Eu estava de passagem e deparei com uma caricatura do Spock (da série Star Trek), personagem do qual sou fã, e me encantei. Soube agora da programação e já estou me planejando para trazer meu filho para a oficina de mangá mais tarde", contou.
Programação acontece em um shopping no Centro de Macapá (Foto: Carlos Alberto Jr/G1)
Marcos Morais, professor da escola e um dos expositores no evento, falou sobre a versatibilidade de técnicas e traços dos ilustradores amapaenses e da falta de valorização do artista local.
"A arte amapaense é muito singular e nossa relação com o regionalismo em si e a natureza, nos conduz a uma produção que não se vê nos grandes centros nacionais. Claro, enquanto professor, tento potencializar as características mais fortes dos alunos, mas o toque regional sempre agrega um 'algo a mais' na construção desde artista", disse o professor.
"Mesmo com essa qualidade técnica que pode ser comprovada nas exposições, o grande público não valoriza nossos artistas, isso faz muita gente talentosa se desestimular do mundo artístico. Então, ações como as de hoje ajudam a fomentar a nossa arte e principalmente, expor o talento dos nossos artistas”, acrescentou.
Professor da escola Marcos Morais é um dos expositores do evento (Foto: Carlos Alberto Jr/G1 )
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