segunda-feira, 3 de abril de 2017

Professores municipais suspendem greve em Juiz de Fora

Os professores municipais de Juiz de Fora já podem retornar às atividades. A suspensão da greve dos docentes foi decidida em uma assembleia da categoria na sexta-feira (31). Agora, de acordo com a categoria, eles estão em "estado de greve". O G1 aguarda retorno das secretarias municipal e estadual de Educação.

"O estado de greve nos autoriza a convocar a categoria para novas mobilizações. Estaremos observando o cenário nacional e aguardando as diretrizes para definir os próximos passos", explicou uma das coordenadoras do Sindicato Municipal dos Professores (Sinpro), Lúcia Lacerda.

A paralisação por tempo indeterminado começou no dia 15 de março para pressionar o Governo Federal contra a reforma da Previdência, trabalhista e contra a terceirização ilimitada, além de reivindicar demandas salariais dos trabalhadores. A greve teve 66% de adesão nos 16 dias de duração, segundo a coordenadora.

"Estamos atuando em consonância com o movimento nacional. Teremos a formação de comitês de mobilização e resistência nas escolas para dialogar com pais, outros profissionais e os próprios alunos, especialmente os da Educação de Jovens e Adultos (EJA)", explicou.

A coordenadora destacou ainda que o sindicato ainda não foi formalmente notificado sobre a decisão do Conselho Tutelar de acionar o Ministério Público (MP) contra a greve. "Acreditamos que ocorreu por falta de informação, já que a motivação não é de âmbito local. Estamos mobilizados contra a reforma da Previdência, a terceirização e a perda de direitos, que também prejudica os próprios conselheiros", afirmou.

Trabalhadores estaduais da Educação
Segundo a presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Victoria Mello, os servidores permanecem em greve. Ela estima adesão de 80% dos trabalhadores em Juiz de Fora e região. Junto com a pauta nacional, o Sind-UTE negocia as reivindicações regionais com o governo estadual.

"Nossa pauta específica se refere ao cumprimento do acordo do Piso Salarial Nacional, feito em 2015, que prevê reajustes a partir de janeiro. No ano passado, o reajuste foi a partir de abril, sem o pagamento dos três meses anteriores. Neste ano, o governo propôs a partir de julho, também sem o semestre retroativo. A categoria não aceitou", explicou.

Está prevista uma reunião com o governo estadual nesta segunda-feira (3) para negociação. O resultado será avaliado em assembleia na próxima quinta-feira (6). "Queremos ver se houve avanço no cumprimento total do reajuste, como previsto no acordo. Dependendo do que for apresentado, o movimento pode continuar", disse.

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