quarta-feira, 26 de abril de 2017

Protesto contra aumento da tarifa de ônibus reúne cerca de 200 manifestantes em Macapá

Conselho Municipal de Transporte propõe aumento de R$ 0,50 no valor da tarifa. Ato foi realizado nesta quarta-feira (26) no Centro da capital.

Estudantes e trabalhadores fizeram protestos na Praça da Bandeira, no Centro de Macapá (Foto: Jéssica Alves/G1)Estudantes e trabalhadores fizeram protestos na Praça da Bandeira, no Centro de Macapá (Foto: Jéssica Alves/G1)

Estudantes e trabalhadores fizeram protestos na Praça da Bandeira, no Centro de Macapá (Foto: Jéssica Alves/G1)

Um grupo de manifestantes realizou em Macapá um ato nesta quarta-feira (26) contra a proposta da nova tarifa de ônibus para a capital, que pode aumentar de R$ 2,75 para R$ 3,25. Segundo os organizadores, cerca de 200 pessoas, sendo a maioria estudantes, participaram do protesto.

O reajuste foi aprovado no dia 11 de abril pelo Conselho Municipal de Transporte de Macapá, formado pela Companhia de Trânsito e Transporte (CTMac), empresas e entidades estudantis e sociais. O aumento da tarifa partiu de uma solicitação em dezembro do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Amapá (Setap), que inicialmente sugeriu R$ 3,40.

O ato iniciou por volta das 9h, na Praça da Bandeira, no Centro da capital, e seguiu até o prédio da prefeitura de Macapá, localizado na Avenida FAB. Com faixas e cartazes, os manifestantes entoavam gritos de ordem como "R$ 3,25 não" e "Passe Livre já!".

Estudante Anália Ramos, de 20 anos, diz que precisa pegar quatro ônibus diariamente para chegar à universidade (Foto: Jéssica Alves/G1)Estudante Anália Ramos, de 20 anos, diz que precisa pegar quatro ônibus diariamente para chegar à universidade (Foto: Jéssica Alves/G1)

Estudante Anália Ramos, de 20 anos, diz que precisa pegar quatro ônibus diariamente para chegar à universidade (Foto: Jéssica Alves/G1)

A estudante universitária Anália Ramos, de 20 anos, diz que usa o transporte coletivo diariamente, pelo menos quatro vezes por dia, para sair da casa onde mora e chegar à universidade. Ela reclama do valor proposto no aumento.

"Esse valor de R$ 3,25 não é plausível para uma cidade como Macapá, pois é caro para os estudantes e trabalhadores. Eu tenho que me virar para pegar quatro transportes todos os dias e poder estudar e trabalhar. Estou aqui para exercer meu papel de cidadã, pois vejo que esse valor vai ser difícil de ser pago para muitas pessoas", disse.

O estudante Marlon Morais, de 22 anos, explica que usa o transporte público todo dia e que sempre os ônibus estão lotados. "É um absurdo R$ 3,25 para uma cidade pequena como Macapá. Tem que protestar mesmo, pois esse preço não condiz com o serviço que é prestado", afirma.

Areta Araújo destacou que este foi o primeiro protesto realizado de forma unificada (Foto: Jéssica Alves/G1)Areta Araújo destacou que este foi o primeiro protesto realizado de forma unificada (Foto: Jéssica Alves/G1)

Areta Araújo destacou que este foi o primeiro protesto realizado de forma unificada (Foto: Jéssica Alves/G1)

Uma das organizadoras do ato, Areta Araújo, destacou que este foi o primeiro protesto realizado de forma unificada pelos estudantes e movimentos sociais.

"Organizamos o movimento nas redes sociais e vamos planejar outros protestos, com a expectativa de uma participação maior da sociedade, pois queremos barrar esse aumento e que ocorram melhorias no transporte coletivo de Macapá", destacou.

A proposta da nova tarifa, que representa crescimento de quase 20% no valor atual, será encaminhada para a Câmara de Vereadores de Macapá, responsável por debater e aprovar, ou não, o reajuste. Segundo o Conselho Municipal de Transporte a proposta está na assessoria jurídica, sendo analisada.

O Setap informou que o pedido de reajuste de R$ 3,40 foi baseado na alta de insumos usados no serviço, como combustível e manutenção, e reajuste nos salários dos trabalhadores rodoviários. O sindicato diz que aguarda a avaliação da Câmara Municipal.

O presidente da comissão, vereador Japão Baía (PDT), informou que vai ouvir o Setap e a CTMac para explicarem como chegaram ao novo valor para a tarifa em Macapá. A população também deve ser ouvida pela CMM.

A manifestação, feita de forma pacífica, foi acompanhada pela Guarda Municipal e Polícia Militar e encerrou por volta das 12h.

Manifestantes seguiram ato por ruas do Centro e protesto encnerru em frente ao prédio da prefeitura. (Foto: Jéssica Alves/G1)Manifestantes seguiram ato por ruas do Centro e protesto encnerru em frente ao prédio da prefeitura. (Foto: Jéssica Alves/G1)

Manifestantes seguiram ato por ruas do Centro e protesto encnerru em frente ao prédio da prefeitura. (Foto: Jéssica Alves/G1)

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