quarta-feira, 19 de abril de 2017

Seis homens são presos por ataques a ônibus em Fortaleza, diz secretaria

Dezesseis ônibus foram alvos de ataques incendiários em Fortaleza. Durante a tarde desta quarta, capital cearense ficou sem ônibus.

"O estado não pode parar. Nós vamos garantir a circulação dos ônibus e a garantia de as pessoas irem e voltaram para o trabalho", afirmou o secretário da Segurança do Ceará, André Costa, em entrevista coletiva após os ataques.

Os ataques ocorreram nos bairros Barroso (1), Jangurussu (2), Edson Queiroz (3), Barra do Ceará (1), Siqueira (1), Conjunto Palmeiras (2), Parque Dois Irmãos (1) e Aerolândia (1), em Fortaleza; e quatro nas cidades da Região Metropolitana, sendo Maracanaú, Horizonte, Eusébio e Pacajus.

O motorista de um dos coletivos sofreu queimaduras e foi socorrido para o Instituto Dr. José Frota (IJF), mas não corre risco de vida. Além disso, dois veículos da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e outro da Enel Distribuição Ceará foram incendiados nos bairros Jangurussu, Vila União e Jardim das Oliveiras, respectivamente. Uma viatura do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) da Caucaia também foi incendiada por criminosos.

Por conta dos ataques simultâneos, os ônibus deixaram de circular durante a tarde desta quarta-feira; faculdades suspenderam aulas; muita gente ficou sem opção para voltar para casa, e o transporte alternativo cobra valores superfaturados.

A polícia também investiga se o combustível utilizado nos ataques foi adquirido em um depósito clandestino no Bairro Mucuripe, em Fortaleza. Até a noite desta quarta, a SSPDS havia divulgado a prisão de um suspeito de envolvimento na série de crimes.

Além dos ônibus, veículos Enel foram atacados; um a tiros e outro com fogo. A Cagece, distribuidora de água no Ceará, recolheu os carros que circulavam na Grande Fortaleza nesta quarta.

Uma pessoa que costuma pagar R$ 25 para voltar para casa de mototáxi foi informado de que o preço nesta quarta seria R$ 60. Questionado pelo G1, o profissional respondeu apenas "vai quem quer, né, irmão?".

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