Manifestantes são contra a Medida Provisória nº 759, que dispõe sobre a regularização fundiária e urbana; grupo montou acampamento no local.
Trabalhadores rurais montaram acampamento na manhã desta segunda-feira (17) no estacionamento da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Teresina. O grupo protesta contra a Medida Provisória nº 759, que dispõe sobre a regularização fundiária e urbana entre outras pautas que incluem políticas públicas voltadas ao homem do campo. São aproximadamente 200 pessoas, segundo a organização do movimento. A Polícia Militar não está no local.
Redes foram armadas, colchonetes espalhados pelo chão e bandeiras do Movimento dos Sem Terra hasteadas em frente ao órgão. Os trabalhadores também levaram mantimentos e disseram que pretendem ficar acampados no local por toda a semana. O ato público faz parte do movimento nacional Abril Vermelho.
"Estamos mobilizados porque queremos reivindicar nossos direitos trabalhistas, cobrar a volta dos cursos que foram desativados pelo Incra, como o curso de agronomia pelo Pronera e cobrar mais recursos para o trabalhador rural", falou Ednaldo Carvalho, estudante.
O G1 conversou com o chefe da divisão de desenvolvimento do Incra, Damásio Tapety, e este informou que estão se organizando para discutir com os trabalhadores as pautas da manifestação. Sobre a suspensão do curso de agronomia, Damásio disse que a informação não procede e o curso está sendo ofertado normalmente.
Pelo menos três ônibus levaram trabalhadores de São João do Piauí e de assentamentos na zona rural de Teresina.
Os manifestantes lembram também os 21 anos do “Massacre de Eldorado dos Carajás”, em que 19 trabalhadores rurais do Movimento Sem Terra (MST) foram mortos em confronto com a Polícia Militar do Pará.
"Queremos justiça, ninguém foi preso ou condenado e nossa luta também é para que haja punição para quem realizou o massacre de Eldorado dos Carajás", disse ainda Ednaldo.
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