Ao longo de 2016, foram 47 áreas em conflito em terras de 12 municípios. Mais de 400 famílias receberam ameaças de despejo.
A Comissão da Pastoral da Terra (CPT) apontou que em 2016 no Amapá 1.919 famílias viviam em áreas consideradas em conflito agrário. Os números são do relatório "Conflitos no Campo Brasil", documento que mostra dados sobre a violência motivada por disputas de terras.
As 47 áreas em conflito, segundo a CPT, somam 220.445 hectares em 12 dos 16 municípios do estado. Em todo o Brasil, no ano passado, foram 61 assassinatos, 74 tentativas e 200 ameaças de morte relacionadas a conflitos por terras. Nenhum registro foi no Amapá.
Apesar disso, o número de famílias expulsas de áreas em conflito no estado chegou a 19, além de outras 429 que foram ameaçadas de despejo. Quatro propriedades foram destruídas.
Nos últimos anos, as principais causas apontadas para resultar em conflitos no campo no Amapá, são a "ocupação ilegal de terras públicas, trabalhos realizados sem o devido licenciamento, concessões irregulares de licenças ambientais e a omissão dos poderes", diz a CPT.
Apesar da redução de quase 50% no tamanho em hectares das áreas em disputa no estado, o número de terras questionadas caiu em menor escala em 2016 quando comparado a 2015. No ano passado foram 47 áreas em conflito contra 64 nos 12 meses anteriores.
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