Empresas, escolas e até o Sine oferecem cadastramento virtual de candidatos. Cidade criou mais de 400 vagas entre janeiro e abril de 2017.
A geração de empregos somou 400 novos postos de trabalho em Divinópolis no primeiro quadrimestre de 2017, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Um dos reflexos disso é a criação de bancos de currículos, onde empresas oferecem vagas, que são disputadas após um preenchimento rápido por parte dos candidatos.
Entre janeiro e abril deste ano, mais de duas mil pessoas procuraram o Serviço Nacional do Emprego (Sine) para se candidatar às vagas oferecidas. Para agilizar o processo, o órgão implantou um cadastramento online.
"Assim que o candidato comparece na unidade, nós fazemos o cadastro e colocamos todas as informações necessárias. Além dos dados pessoais dele, endereço eletrônico e informações a respeito das vagas que ele tem comprovadas em carteira e as pretensões de trabalho que ele tem", explicou o supervisor da unidade, Rogério de Souza.
Assim como o Sine, algumas empresas permitem que o candidato economize tempo ao se candidatar pela internet. De acordo com a Associação Comercial e Industrial de Divinópolis (Acid), o uso do banco de currículos virtual aumentou.
A diretora de Recursos Humanos da entidade, Renata Oliveira, contou que mais de 400 inscrições foram feitas ao longo de quase dois meses. "Se o candidato não colocar a área de atuação desejada, endereço, telefone, e-mail, isso dificulta todo o processo no banco de currículos", disse.
Uma escola da cidade também usa a tecnologia para capacitar alunos. A sede oferece cursos profissionalizantes e também mantém o banco de currículos para facilitar o trabalho de quem procura por oportunidades.
"A empresa tem o privilégio de, ao cadastrar uma vaga, ter acesso a todos os currículos no site. Para o candidato, é um pouco diferente. Ele cadastra o currículo e só tem acesso às vagas compatíveis ao perfil dele. Quem define perfil é a empresa. Ao cadastrar a vaga, ela define os perfis de escolaridade e experiência que procura. Quando o currículo do candidato é compatível, ele acessa a vaga. Se não for compatível, ele não consegue se candidatar", afirmou o diretor, Alexandre de Carvalho.
As ferramentas favorecem pessoas como a estudante Maria Clara Melo Cordeiro, que anda não terminou o curso de auxiliar administrativo, mas já procura por alguma vaga. "O tempo que eu gastava na entrega de currículos, andando à procura das empresas, agora eu uso para entregar o currículo a mais empresas. Tudo isso feito de casa, virtualmente", concluiu.
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