quarta-feira, 3 de maio de 2017

Câmeras do 'Olho Vivo' começam a funcionar em Nova Serrana

Sistema está em 30 pontos da cidade e permite observar o que acontece nas ruas e alertar a polícia sobre crimes. Imagens são gravadas e podem ser usadas pela Justiça; centralização do 190 é próxima etapa.

Depois de digitalizar o sistema de comunicação por rádio, a Polícia Militar (PM) de Nova Serrana inaugurou nesta quarta-feira (3) o sistema de monitoramento conhecido como "Olho Vivo".

As 30 câmeras foram instaladas em pontos estratégicos da cidade e passaram a transmitir imagens em tempo real para uma central de monitoramento, onde profissionais cedidos pela Prefeitura de Nova Serrana observam as situações relevantes.

Ao sinal de qualquer prática suspeita, os fiscais repassam dados aos militares que estão nas ruas.

De acordo com comandante-geral da PM, Helbert Figueiró, os equipamentos ficam em locais onde o fluxo de pessoas, veículos e incidência de crimes são maiores.

"Detectando algum movimento estranho, fora do normal, o pessoal aciona o PM na central, que vai retransmitir às viaturas por meio do rádio. Se as câmeras gravarem algum crime, as imagens poderão ser usadas como prova contra o suspeito e a Justiça poderá se basear nelas para emitir a condenação", contou.

Digitalização e próxima etapa

O comandante do 7º Batalhão de PM, Helbert William Carvalhaes, disse que a digitalização do sistema de rádio, feita em 2017, tornou o combate ao crime mais eficaz. Nova Serrana foi a primeira cidade do interior mineiro a receber a tecnologia.

"Com isso, nós temos mais segurança nas comunicações. Antes da digitalização, os criminosos conseguiam copiar a nossa rede de rádio. Conseguiam acompanhar as ações da PM usando rádios simples e fáceis de serem comprados em qualquer lugar. Com a rede criptografada, eles não conseguem mais nos acompanhar", explicou.

A terceira e última etapa será a de centralização do atendimento pelo telefone 190, o que ainda não tem data prevista para ocorrer.

"Isso vai permitir que os municípios vizinhos não precisem ter um militar lá na sede do pelotão apenas para atender aos chamados. Desta forma, poderemos liberar esse policial para atividades na rua, mais próximo da comunidade. Permitirá também maior coordenação e controle de cercos e bloqueios, de empenho de viaturas e ocorrências de maior gravidade", concluiu.

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