Trabalho será desenvolvido em oito escolas de Porto Velho. Objetivo é orientar alunos, professores e pais sobre como reconhecer sinais de violência sexual.
Objetivo é ajudar pais a identificarem abusos sexuais contra os filhos (Foto: CDC/ Amanda Mills)
Professores e alunos de oito escolas públicas de Porto Velho serão orientados, a partir do próximo dia 19 de maio, sobre como reconhecer e reagir em casos de violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes. Os trabalhos serão realizados em duas escolas da Zona Leste, duas da Zona Sul e duas da área Norte da capital.
A iniciativa faz parte da campanha que será lançada no próximo dia 18 de maio, no auditório do Ministério Público de Rondônia, pelo Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes.
Segundo Rose Silva, coordenadora de política pública para criança e adolescente, da Secretaria Estadual de Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), os profissionais da imprensa também serão convidados a participar de um workshop sobre a abordagem do tema nos noticiários.
“O trabalho com os jornalistas está previsto para acontecer no próximo dia 16”, explicou a gestora pública.
Ela explica que, alguns jornalistas ainda utilizam termos que soam pejorativos e acabam agravando a violência sofrida pela criança e pelo adolescente.
Projeto deve possibilitar à vítima de violência e exploração sexual enxergar-se como tal, avalia Rose Silva, da Seas (Foto: Toni Francis/G1)
“Não é uma repreensão ao comunicador, mas uma orientação sobre os termos e um alerta com relação ao modo que muitos assuntos são abordados”, salientou.
Sobre o tema em si e ao trabalho junto a educadores e estudantes, Rose Silva afirma que, em um ano, em 2016, o governo registrou mais de 5 mil denúncias de crimes contra crianças e adolescentes, em todo o Estado.
“Nem todas as denúncias foram confirmadas, mas é um número muito grande de suspeitas, isso não pode ser negligenciado”, destacou, acrescentando que, na maioria das vezes, a violência é praticada na casa da vítima ou de amigos e parentes.
“A criança vítima de violência sempre muda o comportamento. Por isso, nossa orientação é para que os próprios alunos reconheçam quando estão sendo vítimas de algum crime e saibam procurar seus direitos, através do disque 100 ou por meio das Coordenadorias Regionais de Ensino (CRE) e conselhos tutelares”, enfatizou Rose Silva.
Os profissionais docentes terão papel de multiplicadores, orientando alunos e suas respectivas famílias sobre os cuidados e sinais que possam indicar algum tipo de violação dos direitos da criança.
O projeto também contemplará crianças e jovens surdos-mudos. Os debates com esse público serão realizados na Escola Estadual Major Guapindaia, em parceria com a Associação de Surdos. “A filosofia do programa visa possibilitar ao aluno ver-se e sentir-se na condição de violado”, explica Rose Silva.
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