Gerências foram criadas em 2015 e são indicadas pelas próprias aldeias em Macapá e Oiapoque. Aproximação visa auxílio rápido em serviços de saúde, educação e assistência social.
A Secretaria Especial dos Povos Indígenas (Sepi) destacou que ao longo de dois anos, os povos têm indicado indígenas para gerências em Macapá e Oiapoque, onde parte dos servidores atuam na linguagem com índios que não falam o idioma português.
Os cargos em Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá, foram distribuídos nas aldeias Manga, Kumenê e Kumarumã. Outros foram destinados ao atendimento de povos que vivem ao longo do rio Oiapoque. Na capital, foram contempladas as etnias Apalaí, Tiriyó, Wayana e Waiãpi.
A titular da Sepi, Eclemilda Macial, disse que os cargos são remunerados pelo governo do Amapá com valores entre R$ 1,8 mil e R$ 2,4 mil, e que a indicação para nomeação é feita pelas próprias aldeias, onde os índios têm autonomia para sugerir os escolhidos.
"Esse trabalho que eles fazem é uma intermediação do governo do estado e população indígena. A secretaria vem fazendo a articulação e isso vem acontecendo de uma forma muito próxima. As populações estão sendo atendidas de forma gradativa", falou Eclemilda.
Entre as ações, a Sepi aponta que as aldeias iniciaram o cadastro para inclusão no programa "Luz Para Todos", que pode fornecer redução e isenção nas tarifas de energia, além disso, nas duas cidades existem guichês específicos dentro do Super Fácil para atendimento aos índios.
População indígena no Amapá
De acordo com o Censo, 80,4% dos índios, quase 6 mil, vivem em mais de 80 aldeias nas terras. Pelo menos 1,4 mil já moram fora delas, seja na capital ou nas sedes dos municípios amapaenses.
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