Companhia diz que volume é esperado, mas conscientiza clientes quanto ao desperdício. Bandeira verde e excesso de produção hidrelétrica devem evitar novas tarifas extras.
Com o fim do período chuvoso e a transição para a época de seca, a partir do 2º semestre, a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) prevê aumento de até 7% no consumo mensal de energia pela população do estado, que deve ficar atenta ao desperdício diário.
Apesar da expectativa de crescimento no consumo de eletricidade, a estatal aponta que o impacto nas contas deve ser reduzido a partir de junho, quando passará a vigorar a bandeira verde nos boletos. Com isso, os clientes não terão cobrança adicional de tarifa em função da maior geração de luz.
O gerente de regulação da CEA, Ubiracy Amaral, disse que o crescimento de 7% no consumo no Amapá é esperado pela empresa em função do fim das chuvas, quando é exigido menor uso de equipamentos de refrigeração, como ventiladores, centrais de ar e umidificadores.
"Toda a projeção de crescimento nossa acontece nesse período de mudança entre o período úmido e o período seco, aí a gente aumenta uns 7% de consumo. Esse crescimento está previsto embora a gente não tenha visto atingir nos últimos dois anos", falou o gerente.
A bandeira verde de junho substitui a amarela, que vigorou em maio em todo o país, e cobrou R$ 2 de cada cliente a cada 100 quilowatts-hora (qWh) consumidos.
Apesar de o Amapá ter registrado as chuvas esperadas no período de dezembro a maio, a CEA faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN), que considera o nível dos reservatórios no país inteiro, que durante a mesma época ficaram abaixo da média no Sudeste e Centro-Oeste.
"Aqui no Amapá nós só temos usinas termelétricas [a diesel] no Oiapoque por ser um sistema isolado. Toda a nossa base é hidraulica. Pelas chuvas abundantes, estamos atendendo a toda nossa demanda, estamos com energia de sobra e exportando para Tucuruí", completou Amaral.
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