sábado, 29 de julho de 2017

Áudios mostram conversa entre bandidos durante tentativa de fuga em presídio no Amapá

Áudios mostram possível conversa entre bandidos na tentativa de fuga no Iapen

Áudios mostram possível conversa entre bandidos na tentativa de fuga no Iapen

Agentes penitenciários encontraram uma conversa pelo Whatsapp que chamou a atenção. Em áudios, um bandido e um detento comentam sobre o ataque que ocorreu durante uma tentativa de fuga do Instituto de Administração Penitenciário do Amapá (Iapen), no dia 21. A conversa estava em um dos 24 celulares apreendidos em revista realizada na sexta-feira (28) dentro do presídio.

“Quem puder dar apoio aqui no cadeião, tentativa de fuga. Estão atirando na penitenciária máxima na G4, na G5. O guerreiro da G5 foi alvejado no Braço [sic]”, diz trecho de um dos áudios enviados para a Rede Amazônica no Amapá.

No dia do ataque, um agente foi baleado no braço direito após disparos de criminosos que tentaram prestar apoio para os internos que tinham planejado a fuga. Uma escada feita com cordas foi encontrada jogada no muro do presídio. Nenhum interno conseguiu fugir.

Conversa estava em celular apreendido durante revista no Iapen (Foto: Reprodução)Conversa estava em celular apreendido durante revista no Iapen (Foto: Reprodução)

Conversa estava em celular apreendido durante revista no Iapen (Foto: Reprodução)

A fuga também seria através de um buraco feito no muro durante uma obra inacabada da instituição. Um preso ficou ferido ao tentar passar pelo buraco, mas ele só foi identificado durante uma contagem nominal.

O confronto aconteceu no pavilhão F3, destinado ao regime fechado, entre as guaritas G4 e G5, que estavam com vigilância. Os agentes não tinham coletes à prova de balas.

Outro trecho da conversa pelo Whataspp diz: “Foi uma meia-noite. Foi mais de 30 disparos em cima da G4 e G5. Eles fizeram só se abrigar [sic]”.

Para o Sindicato dos Agentes e Educadores Penitenciários do Amapá (Sinapen), falta mais segurança para os trabalhadores, como equipamentos de proteção e reforço no número de agentes para a demanda de internos. Seriam necessários cerca de 200 coletes à prova de balas e capacetes, além da contratação de 300 servidores.

Ainda segundo o sindicato, a direção do Iapen informou que fez a compra de três coletes e emprestou mais oito da Polícia Militar (PM) e outros equipamentos ainda devem ser adquiridos. No entanto, a categoria diz que não é suficiente.

Agente foi baleado quando fazia vigilância em guarita (Foto: Jorge Abreu/G1)Agente foi baleado quando fazia vigilância em guarita (Foto: Jorge Abreu/G1)

Agente foi baleado quando fazia vigilância em guarita (Foto: Jorge Abreu/G1)

*Com informações da Rede Amazônica no Amapá

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