Obras continuam em andamento com previsão e devem ser concluídas até dezembro (Foto: Júnior Freitas/G1)
A construção dos centros culturais dos Bois-bumbás Flor do Campo e Malhadinho, em Guajará-Mirim (RO), deve ser concluída até o próximo mês de dezembro, segundo a Superintendência Estadual de Turismo (Setur).
As obras tiveram início em junho de 2016 e deveriam ter sido entregues em dezembro do ano passado, mas devido ao período crítico chuvoso e a burocracia na liberação dos recursos, o prazo não foi cumprido.
Apesar de a obra ter sido retomada, a estrutura não ficará pronta para ser utilizada pelos dois bois durante o 21º Festival Folclórico da Pérola do Mamoré (21º Fefopem), que ainda não tem uma data definida após o anúncio da não participação do boi Malhadinho no Duelo da Fronteira.
Apenas um dos galpões foi levantado (Foto: Júnior Freitas/G1)
O valor total da construção está estimado em aproximadamente R$ 2,5 milhões com recursos do Ministério do Turismo e uma contrapartida do Governo do Estado de R$ 216,5 mil. Segundo a Setur, a contrapartida do estado já foi totalmente quitada e o serviço está sendo feito normalmente pela empresa construtora responsável.
Importância dos barracões para os bois-bumbás
Os dois barracões, sendo um para cada agremiação, serão a base para guardar as alegorias e fazer os ensaios durante a preparação para disputar o ‘Duelo na Fronteira’, que é conhecido pela disputa na arena para definir quem é o melhor boi-bumbá da cidade.
Em 2015, o Fefopem reuniu aproximadamente 6 mil espectadores. Já em 2016 o festival aconteceu, porém as duas agremiações concordaram que não haveria o duelo, por causa da morte do músico do Boi Flor do Campo, Márcio Menacho, que morreu com um tiro no rosto durante um assalto na própria casa.
A área de construção dos prédios é de 3 mil metros quadrados, em torno do Estádio Municipal João Saldanha e ao lado do Espaço Multi Eventos (Bumbódromo Municipal), localizado no Bairro Serraria.
Segundo galpão está na fase inicial da obra (Foto: Júnior Freitas/G1)
Em entrevista ao G1 em novembro de 2016, a representante da Setur em Guajará-Mirim, Golda Barros, disse que cada barracão terá banheiros para portadores de necessidades especiais, cozinha, além de uma loja onde serão vendidos acessórios das agremiações e um escritório.
“Consideramos que a obra está adiantada, levando em consideração o período de chuvas e a burocracia para a liberação dos recursos. Os dois bois precisam do espaço para que o festival seja realizado de uma forma mais organizada”, explicou na época.
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