Ao lado da mãe, Sophie Gomes será uma das pacientes que receberá cirurgia corretiva (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
“Eu daria meu coração pelo dela”, diz Ana Elcione Gomes, de 33 anos, mãe da pequena Sophie, de 1 ano e 2 meses, que vai ganhar uma cirurgia corretiva nas válvulas cardíacas. O procedimento é feito por uma equipe médica voluntária, que também fará outras 19 cirurgias gratuitas durante uma missão humanitária, no Amapá.
As cirurgias cardiológicas serão feitas em 20 pacientes já selecionados que são atendidos pela rede pública no Amapá, como os da fila de espera do Programa de Tratamento Fora de Domicílio (PTFD). As intervenções acontecerão entre 30 de julho e 12 de agosto, em um hospital particular de Macapá, e serão destinados a doenças congênitas e valvulares, atendendo principalmente crianças e jovens.
Sophie é uma criança que nasceu prematura e já enfrentou muitas dificuldades causadas pela má formação após uma gravidez de risco, como a hidrocefalia e a surdez. De acordo com a mãe, que deixou o emprego para cuidar da filha, a menina entrou há 3 meses na fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) e teria que ir a Curitiba fazer a cirurgia corretiva.
“Para nós essa oportunidade foi muito importante. Quem dera as outras crianças que nasceram na maternidade com problema de coração tivessem a oportunidade que a Sophie está tendo. Muitos já sofreram tendo que ir embora para outro estado. Isso foi muito bom, ficar aqui na nossa terra perto da família”, comentou Ana Elcione.
Missão humanitária também terá oferta de consultas a ribeirinhos do rio Vila Nova, em Mazagão (Foto: John Pacheco/G1)
Os procedimentos fazem parte da Missão Cardiostart 2017, realizada por profissionais da saúde voluntários de diversos países. O projeto também inclui palestras e 300 exames de ecocardiograma para moradores em Macapá e Santana; além de consultas relacionadas ao coração e higiene para moradores de comunidades do rio Vila Nova, no município de Mazagão, de 3 a 5 de agosto.
“Aqui se opera coração desde 2004, mas na área pediátrica é a maior dificuldade. Então essa missão vem para dar esse apoio para crianças e pessoas com doenças valvulares, geralmente jovens”, explicou o cardiologista amapaense Antônio Furlan, que é um dos organizadores da missão no estado.
O projeto acontece pela segunda vez no Amapá, sendo que 23 pessoas foram atendidas na ação em 2016. O Cardiostart já passou por 27 países, como Peru, Haiti, Uganda e Vietnã, ofertando cirurgias cardíacas de alto nível de graça para comunidades carentes.
Antônio Furlan, médico cardiologista que organiza missão humanitária no Amapá (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
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