domingo, 23 de julho de 2017

Excesso de chuvas pode atrasar cronograma de reparos em trecho da BR-156 no AP, diz empresa

Empresa realiza serviços de melhorias imediatas para recuperação de trecho da rodovia BR-156 (Foto: Glauco Cei/Arquivo Pessoal)Empresa realiza serviços de melhorias imediatas para recuperação de trecho da rodovia BR-156 (Foto: Glauco Cei/Arquivo Pessoal)

Empresa realiza serviços de melhorias imediatas para recuperação de trecho da rodovia BR-156 (Foto: Glauco Cei/Arquivo Pessoal)

Os serviços de melhorias imediatas para recuperação do trecho norte da rodovia BR-156, no Amapá, pode sofrer atrasos devido ao excesso de chuvas registradas na região de Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá. A previsão é de uma das empresas responsáveis pelos trabalhos de manutenção e recuperação da estrada.

O diretor da empresa, Glauco Cei, explica que, com o excesso de chuvas, a água invade a pista, impedindo que o trabalho seja executado, causando também excesso de lama e atoleiros na via, além da abertura de crateras que dificultam o tráfego de veículos.

“Há dias em que a água invade a pista, enfraquecendo a plataforma da rodovia e dificultando o serviço. Entendemos a situação dos usuários, mas é preciso paciência para que essa situação seja resolvida. Trabalhamos dentro do cronograma, mas o excesso de chuvas que tem ocorrido pode acarretar em atraso”, falou Cei.

Glauco Cei, diretor de empresa que atua no trecho (Foto: John Pacheco/G1)Glauco Cei, diretor de empresa que atua no trecho (Foto: John Pacheco/G1)

Glauco Cei, diretor de empresa que atua no trecho (Foto: John Pacheco/G1)

O Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça exigindo do Departamento Nacional de Infraestutura e Transportes (Dnit) melhorias imediatas para facilitar o tráfego de veículos, cobrando a execução efetiva das obras, incluindo pontes de madeira, e que sejam mantidas duas máquinas em cada atoleiro para facilitar a retirada de veículos. A recomendação é que o serviço seja mantido todos os dias, inclusive feriados.

O diretor acrescenta que uma equipe trabalha na recuperação da via, com diversas máquinas, como tratores, retroescavadeiras, motoniveladores, escavadeiras, entre outros, no horário das 6h às 18h.

Trecho entre Calçoene e Oiapoque, sem pavimentação, acumula diversos atoleiros, dificultando o trânsito na rodovia (Foto: Fabrício Paiva/Arquivo Pessoal)Trecho entre Calçoene e Oiapoque, sem pavimentação, acumula diversos atoleiros, dificultando o trânsito na rodovia (Foto: Fabrício Paiva/Arquivo Pessoal)

Trecho entre Calçoene e Oiapoque, sem pavimentação, acumula diversos atoleiros, dificultando o trânsito na rodovia (Foto: Fabrício Paiva/Arquivo Pessoal)

A Justiça Federal do Amapá determinou que, até o dia 30 de agosto, um plano para ações efetivas de melhorias imediatas no trecho sem asfalto, que deverá ser apresentado pelo Dnit e pelas duas empresas contratadas para fazerem a manutenção desse trecho.

No dia 11 de julho, o Dnit e as empresas se comprometeram a reforçar e manter veículos de socorro nos trechos mais avariados e a intensificar as ações de reparos nos atoleiros.

A área, com pouco mais de 100 quilômetros sem pavimentação entre os municípios de Oiapoque e Calçoene, sofre com os efeitos das fortes chuvas na região. O tempo fechado provoca atoleiros, lamaçal e interdições, que limitam a passagem de veículos e atrasam as viagens em até 24 horas.

O juiz federal João Bosco Soares informou que, além do Dnit e as empresas, a ação também inclui a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O plano deve ser elaborado pelas partes e deve ser apresentado a proposta até meados de setembro, em uma nova audiência pública.

O Dnit informou que não participou da audiência pública e por isso não se pronunciou sobre o assunto.

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