quinta-feira, 6 de julho de 2017

Funcionários de call center são presos por falsificar e comprar atestados e receitas médicas em Uberlândia

Três jovens que trabalham na Callink foram detidos pela PM após denúncia da empresa. Envolvidos usavam nome de médico da rede municipal.

Três jovens de 21, 25 e 27 anos foram presos suspeitos de falsificar e comprar atestados e receitas médicas em Uberlândia. Segundo a Polícia Militar (PM), eles trabalham na Callink, empresa que atua no ramo de telemarketing. Os militares chegaram até o trio após a empresa denunciar que recebeu atestado no qual o nome do médico não condizia com o número do Conselho Regional de Medicina (CRM).

O G1 entrou em contato com a assessoria de comunicação da Callink que, em nota, confirmou que foram detectados atestados fora do padrão normal e que o assunto foi encaminhado para averiguação e providências. A empresa disse ainda que está à disposição apoiando as autoridades com a elucidação do caso.

O tenente da PM, Rodrigo Cordeiro Dias, contou que os suspeitos foram encontrados na residência deles. "Após a denúncia, fomos até a casa do funcionário de 21 anos, que entregou o atestado. Ele confessou que comprou o documento de um rapaz que também trabalha no call center por intermédio de uma jovem de 25 anos", explicou o militar.

Na casa do suspeito de fornecer os atestados foram apreendidos receituários, além de um carimbo médico e anabolizantes. O jovem de 27 anos confessou que fornecia os documentos e também utilizava para uso próprio. Ele disse aos militares que achou o carimbo e falsificou o número do CRM.

Os militares procuraram o médico da rede pública municipal que tinha o nome usado nos atestados e ele disse que à polícia que não forneceu nenhum documento aos presos e que não tem conhecimento sobre o caso.

Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura, a Secretaria Municipal de Saúde está apurando os fatos para tomar as medidas necessárias. A assessoria informou ainda que o médico está ciente do que aconteceu, mas prefere não se pronunciar até a Polícia Civil realizar as investigações.

Os jovens presos foram levados para a Delegacia de Polícia Civil em Uberlândia e podem responder por falsidade ideológica e estelionato.

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