segunda-feira, 24 de julho de 2017

Justiça nega liberdade a empresário suspeito de aplicar golpes milionários no Amapá e Pará

Empresário Elton Félix Gobi Lira, de 31 anos (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)Empresário Elton Félix Gobi Lira, de 31 anos (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Empresário Elton Félix Gobi Lira, de 31 anos (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

O Tribunal de Justiça do Pará negou pedido de habeas corpus ao empresário Elton Félix Gobi Lira, de 31 anos, preso desde 15 de junho em Belém. Ele foi preso apontado como responsável por fraudes milionárias no estado e também no Amapá, onde somente no município de Santana, teria causado um rombo de R$ 896 mil com a oferta de falsos investimentos previdenciários.

O pedido de liberdade foi negado pela juiza Rosi Maria Gomes de Farias em 20 de julho. Na decisão ela ponderou que não foram preenchidos os requisitos de perigo na demora em relação ao andamento do processo. O empresário foi preso em Brasília e para prisão no Pará.

No Amapá, o golpe teria acontecido após a empresa de Elton, a "Êxito Consultoria", firmar contrato com a prefeitura através do Instituto Previdenciário de Santana (Sanprev). A promessa era fazer render o valor em uma carteira de investimentos para que o dinheiro fosse usado no futuro para pagamento de aposentados e pensionistas. A gestão calculou um rombo de R$ 896 mil.

A direção do instituto informou à Rede Amazônica que o contrato foi firmado em 2015, ainda na antiga administração da prefeitura. O suspeito de estelionato chegou a apresentar periodicamente extratos que mostravam que o valor havia rendido e chegado a R$ 1,3 milhão, mas, depois foi descoberto que os extratos eram falsos, conforme a entidade. As aplicações também haviam desaparecido.

Elton Lira foi trazido de Brasília para Belém (Foto: Reprodução/TV Liberal)Elton Lira foi trazido de Brasília para Belém (Foto: Reprodução/TV Liberal)

Elton Lira foi trazido de Brasília para Belém (Foto: Reprodução/TV Liberal)

Investigação

A apuração do caso foi feita no Pará, que pediu a prisão de Elton depois de identificar fraudes previdenciárias que chegaram a R$ 20 milhões. As vítimas apresentadas até o momento são pessoas físicas e prefeituras de municípios do Pará. Elton se passava por investidor financeiro que apresentava aplicações na bolsa de valores que nunca existiram, conforme as investigações.

"Geralmente, ele marcava reuniões em hotéis de luxo aqui em Belém, ele fazia um network com vários políticos, pessoas da sociedade. Ele trabalhava, isso é fato, tem contato em vários fundos de previdência, então [ele fala] 'pra quem trabalha com universo de mais de R$ 20 milhões, para quê iria enganar pessoas físicas?'", declarou à TV Liberal o advogado Tiago Santos, da defesa das vítimas.

Pela internet, Elton ostentava o que conseguia comprar com o dinheiro dos investidores: relógios de ouro e carros importados. O comportamento dele revoltou as vítimas, que denunciaram o golpe.

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