sexta-feira, 7 de julho de 2017

Mais policiais civis são presos em MG em nova fase da operação 'Serendipe'

Investigação de suborno e propina é feita pelo Gaego de Uberlândia. Mandados foram cumpridos em BH. A Polícia Civil de MG disse que as medidas administrativas estão sendo tomadas.

O Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) de Uberlândia cumpriu novos mandados de prisão contra policiais civis investigados na Operação "Serendipe". De acordo com a promotoria de Justiça, quatro investigadores do Departamento de Operações Especiais (Deosp) foram presos nesta quinta-feira (6) em Belo Horizonte.

Por meio de nota, a Polícia Civil de Minas Gerais se posicionou dizendo que a operação foi realizada pelo órgão corregedor da instituição, em conjunto com o Ministério Público, e todas as medidas administrativas e legais estão sendo tomadas.

"Estes policiais são suspeitos de negociar propina com criminosos que roubaram carga na região metropolitana de BH. Na época os assaltantes foram levados para uma delegacia de Contagem e lá negociaram com os policiais o valor da propina", explicou o promotor.

A operação "Serendipe" tem como foco a investigação de desvios de conduta por parte de policiais civis de Minas Gerais e teve a primeira fase deflagrada em 23 de junho de 2016 em Uberlândia. Até então, pelo menos 18 réus respondem pelos crimes.

Esta é a sexta a fase da "Serendipe" que ganhou o nome de Operação "Xeque-Mate". Mais informações serão apresentadas em coletiva de imprensa nesta manhã.

Segundo informou a promotoria de Justiça, foram denunciados oito policiais civis sendo: um delegado, quatro investigadores que na epóca do roubo da carga - agosto de 2015 - estavam lotados no grupo de elite da Polícia, outro investigador que estava afastado e atuou como advogado e mais dois policiais de Uberlândia.

Além dos policiais, foram ainda denunciadas quatro pessoas envolvidas com o roubo e receptação de cargas.

Os números finais da Operação "Serendipe", que contou com seis fases, indicam a prisão preventiva de 18 policiais civis, nove lotados em Uberlândia, cinco lotados em Uberaba e quatro lotados em Belo Horizonte, e com a deflagração de mais de uma dezena de ações penais.

Eles são acusados pelo MPE por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e permanecem presos na Casa de Custódia em Belo Horizonte.

De acordo com os promotores, os policiais faziam uma investigação paralela à da Polícia Federal (PF) e mapeavam duas organizações criminosas que atuavam no roubo de cargas na região. Em seguida, faziam o flagrante dos criminosos e os subornavam para que pudessem ser liberados, forjando o boletim de ocorrência.

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