Policiais rodoviários federais presos no final de junho por cobrança de propina em rodovias que cortam o Triângulo Mineiro foram denunciados pelo Ministério Público Federal pelos crimes de corrupção passiva, prevaricação, concussão, inserção de dados falsos em sistema, violação de sigilo funcional e corrupção ativa. Ao todo, foram 17 denúncias contra 15 policiais rodoviários federais e outras cinco pessoas oferecidas à Justiça nesta quinta-feira (27) em Uberlândia e divulgada pelo órgão nesta sexta-feira (28).
No dia 22 de junho, quinze policiais rodoviários federais e quatro empresários foram presos após serem investigados na "Operação Domiciano", deflagrada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), com apoio da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU). As investigações começaram em 2016 depois que a Corregedoria da PRF em Brasília recebeu a denúncia. Em seguida, foi instaurado inquérito pela Delegacia Federal de Uberlândia. Câmeras colocadas em viaturas da polícia, com autorização da Justiça, registraram os agentes negociando propinas.
Após meses de investigação, policiais rodoviários federais e empresários foram presos em 22 de junho em Uberlândia (Foto: Caroline Aleixo/G1)
"Os agentes públicos corruptos demonstraram, ao longo da investigação, que não possuem freios morais e nem se intimidam com as ações dos órgãos de controle, prosseguindo com a atividade delitiva, de forma escancarada, a despeito das sucessivas denúncias apresentadas à Corregedoria da PRF", escreveu o MPF no documento.
As denúncias apresentadas pelo órgão também pedem a condenação dos acusados por dano moral coletivo, uma vez que ocupavam função de agentes públicos de segurança nas ocasiões em que estariam infringindo a lei. Foi requerida ainda a manutenção da prisão preventiva dos policiais, detidos desde junho.
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