sexta-feira, 28 de julho de 2017

MP denuncia policiais rodoviários federais presos em operação contra cobrança de propina em Uberlândia 

Policiais rodoviários federais presos no final de junho por cobrança de propina em rodovias que cortam o Triângulo Mineiro foram denunciados pelo Ministério Público Federal pelos crimes de corrupção passiva, prevaricação, concussão, inserção de dados falsos em sistema, violação de sigilo funcional e corrupção ativa. Ao todo, foram 17 denúncias contra 15 policiais rodoviários federais e outras cinco pessoas oferecidas à Justiça nesta quinta-feira (27) em Uberlândia e divulgada pelo órgão nesta sexta-feira (28).

No dia 22 de junho, quinze policiais rodoviários federais e quatro empresários foram presos após serem investigados na "Operação Domiciano", deflagrada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), com apoio da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU). As investigações começaram em 2016 depois que a Corregedoria da PRF em Brasília recebeu a denúncia. Em seguida, foi instaurado inquérito pela Delegacia Federal de Uberlândia. Câmeras colocadas em viaturas da polícia, com autorização da Justiça, registraram os agentes negociando propinas.

Após meses de investigação, policiais rodoviários federais e empresários foram presos em 22 de junho em Uberlândia (Foto: Caroline Aleixo/G1)Após meses de investigação, policiais rodoviários federais e empresários foram presos em 22 de junho em Uberlândia (Foto: Caroline Aleixo/G1)

Após meses de investigação, policiais rodoviários federais e empresários foram presos em 22 de junho em Uberlândia (Foto: Caroline Aleixo/G1)

"Os agentes públicos corruptos demonstraram, ao longo da investigação, que não possuem freios morais e nem se intimidam com as ações dos órgãos de controle, prosseguindo com a atividade delitiva, de forma escancarada, a despeito das sucessivas denúncias apresentadas à Corregedoria da PRF", escreveu o MPF no documento.

As denúncias apresentadas pelo órgão também pedem a condenação dos acusados por dano moral coletivo, uma vez que ocupavam função de agentes públicos de segurança nas ocasiões em que estariam infringindo a lei. Foi requerida ainda a manutenção da prisão preventiva dos policiais, detidos desde junho.

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