quarta-feira, 5 de julho de 2017

Polícia Civil conclui investigação sobre fraudes em empresa em Araguari

Cinco pessoas foram indiciadas; prejuízos ultrapassam os R$ 700 mil. Pagamentos de mercadoria eram feitos diretamente a representante comercial, que agia de forma fraudulenta.

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu nesta terça-feira (4) o inquérito que apurou fraudes contra uma empresa em Araguari. As ações resultaram em prejuízos de mais de R$ 700 mil aos cofres do estabelecimento. Ao todo, cinco pessoas foram indiciadas, dentre elas, duas mulheres, de 34 e 51 anos, e três homens, com idades entre 30 e 42 anos.

As investigações apuraram que os suspeitos vendiam a mercadoria da empresa por meio de um representante comercial e que o pagamento era feito diretamente a ele, que dava baixa nos boletos de forma fraudulenta e não passava os valores para a empresa.

Três suspeitos foram indiciados por estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa, e outros dois foram indiciados por falsidade ideológica por terem emprestado os nomes para abertura da empresa cujas atividades eram exercidas pelos investigados.

Na investigação, a Polícia Civil representou ao Judiciário a quebra do sigilo bancário e fiscal dos investigados e de empresas ligadas a eles. Com o auxílio do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro da PCMG (LAB-LD) foram identificadas movimentações financeiras milionárias nas contas dos suspeitos em valores totalmente incompatíveis com as rendas declaradas, reforçando, assim, os indícios da prática dos crimes e ainda indicando a prática do crime de lavagem de dinheiro.

As fraudes resultaram em prejuízos de mais de R$ 700 mil aos cofres da empresa, segundo as investigações. Um patrimônio de aproximadamente R$ 650 mil dos investigados foi bloqueado.

O delegado Felipe Oliveira Monteiro disse que o inquérito foi resultado da união de vários departamentos envolvidos no caso. “O trabalho das investigações se deu da união de esforços das equipes de Polícia Civil de Araguari, Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro da PCMG e do Ministério Público local,” afirmou.

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