A nova sede do Núcleo de Atendimento ao Preso Provisório e às Vítimas de Violência (Nuapp) fica no bairro Luciano Cavalcante.
A Defensoria Pública Geral do Estado do Ceará (DPGE) inaugura nesta sexta-feira (7), às 9h, a nova sede do Núcleo de Atendimento ao Preso Provisório e às Vítimas de Violência (Nuapp). O local fica na Rua Auristela Maia Farias, nº 1112, no Bairro Luciano Cavalcante, ao lado da sede da DPGE.
Na ocasião, também será realizado o lançamento do programa Rede Acolhe, que visa a redução dos danos causados pela violência, promovendo assistência jurídica e psicossocial aos familiares das vítimas de crimes violentos letais intencionais (CVLI) ou vítimas de tentativa de homicídio. O objetivo é trabalhar com a prevenção primária destas famílias e efetivação dos direitos das famílias e das vítimas.
Para a defensora pública que atua no Nuapp, Gina Moura, a nova localização facilita pelo fato de já ter toda a logística da Defensoria Pública para dar apoio. “Ficamos mais próximos do Fórum, ao lado do Núcleo Central de Atendimento da DPGE e do Núcleo Especializado em Execuções Penais (Nudep), estamos todos interligados. Apesar da nova sede, nosso atendimento continua descentralizado, pois também estamos no fórum, nas unidades prisionais e, em casos urgentes, com atendimentos nas delegacias”, afirma.
Segundo a defensora, a nova sede deve ser um lugar acolhedor. "Nós temos um espaço mais amplo, com salas individuais, climatizadas, oferecendo mais conforto e privacidade. O espaço foi idealizado para melhor receber nossos assistidos, com mais acessibilidade, banheiros adaptados e toda uma estrutura de acesso em um ambiente tranquilo e receptivo."
O Nuapp já realiza atendimentos com famílias que foram identificadas após uma pesquisa do Comitê Cearense de Prevenção de Homicídios da Adolescência da Assembleia Legislativa do Ceará, realizada em 2016.
De acordo com o coordenador do programa Rede Acolhe, Thiago de Holanda, o trabalho teve início com essas famílias encaminhadas pelo Comitê. Atualmente, a Rede recebe demanda espontânea e conta com equipe psicossocial. "Também realizamos visitas às casas das famílias, o que chamamos de busca ativa, onde elas são ouvidas e encaminhadas para a rede de atendimento, formada pelos Núcleos da Defensoria Pública, instituições da sociedade civil e públicas, assim como os Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), escolas, postos de saúde e Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)", explica.
Para o coordenador, um dos diferenciais é o acompanhamento permanente. “Mesmo depois de encaminhadas a esses locais, nós acompanhamos e prestando assistência contínua”, afirma.
0 comentários:
Postar um comentário