domingo, 30 de julho de 2017

Trabalhador pode ir à Justiça para reaver FGTS inativo não depositado, diz MTE no Amapá

Saque contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na manhã deste sábado (8), em Macapá. (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)Saque contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na manhã deste sábado (8), em Macapá. (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)

Saque contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na manhã deste sábado (8), em Macapá. (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)

A falta do depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) por empresas empregadoras impede que muitos amapaenses deixem de sacar o benefício nas agências bancárias. Entretanto, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) alerta que empregado que constatar a ausência dos valores deve formalizar denúncia contra a empresa. É possível ainda buscar a Justiça do Trabalho e cobrar até cinco anos de FGTS não depositado.

O MTE informou que nos últimos três meses recebeu nove denúncias relacionadas a inconsistências nos depósitos do benefício. A instituição acredita, no entanto, que os números de irregularidades sejam maior, caso a reclamação tenha partido de um sindicato.

“Mas é preciso alertar ainda que prazo para entrar com uma ação é de até dois anos após o desligamento da empresa. Caso não recorra, ele pode perder o direito de garantir o benefício e para requisitar qualquer eventual problema de falta de pagamento”, frisou o superintendente regional do Trabalho, Ediraldo Homobono.

O ministério acrescentou que faz confronto de informações entre os sistemas informatizados próprios e os da Caixa Econômica Federal, o que também gera constatações de irregularidades no FGTS. O valor para saque está disponível desde 15 de março para nascidos em janeiro e fevereiro. Ao todo, quase 40 mil trabalhadores têm direito a receber o benefício no Amapá.

Nos casos em que a empresa não existe mais, o trabalhador também pode ingressar com ação na Justiça do Trabalho para pedir o pagamento do FGTS.

Dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional mostram que quase 199 mil empresas não depositaram corretamente o valor do FGTS de 7 milhões de trabalhadores em todo o país, referentes a contas ativas e inativas, totalizando R$ 24,5 bilhões em débitos.

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