Quaimadas prejudicam ainda mais a qualidade do ar em Divinópolis (Foto: Carina Lelles/G1)
A umidade do ar na cidade está por volta dos 47%, o que é considerado baixo pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que esclarece que o ideal é acima de 60%. A última vez que choveu em Divinópolis foi no dia 9 de junho. Mesmo assim, de apenas 15 milímetros. Os dados são do observador climatológico de Divinópolis, Moacir Adriano Pinto.
Ao amanhecer, a cidade fica encoberta. O que a população acha que é neblina, na verdade, é uma névoa seca, causada pela baixa umidade do ar, agravada pelas queimadas, fato confirmado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Em Minas Gerais, já foram registrados, até a metade de julho, quase mil focos de incêndio. Em maio, por exemplo, foram 139 focos enquanto em junho foram 369 registros, um aumento de 165%. De acordo com o tenente do 10º Batalhão do Corpo de Bombeiros, Thiago Boaventura, nesta época do ano aumenta o número de chamadas para combater incêndios.
“No período mais seco, a gente nota um aumento nas chamadas principalmente em lotes vagos, devido à ação das pessoas que, em vez de roçar os lotes, ateiam fogo e muitas queimadas saem do controle. Pedimos a população que não faça esta prática pois é considerada crime”, alertou.
É possível ver pontos de queimadas pela cidade (Foto: Carina Lelles/G1)
A queda na umidade relativa do ar ocasiona problemas de saúde. Segundo o pneumologista Márcio Nogueira, a hidratação é essencial nesta época.
“A garganta e os pulmões são os que mais sofrem, então é necessário tomar bastante líquido, de preferência em temperatura ambiente ou pouco quentes, como caldos, chocolates quentes e chás”, orientou.
O especialista explica que no frio cresce a vontade por alimentos mais calóricos para manter o corpo aquecido.
“Evite consumir coisas muito geladas porque isso vai baixar a temperatura do corpo. Comidas e bebidas mais calóricas fazem com que o corpo fique mais aquecido”, explicou.
A doença mais comum nesta época são os resfriados e, de acordo com Nogueira, o ideal é se agasalhar e evitar tudo o que resfria o corpo.
“São comuns corizas e tosses, mas se não cuidar isso pode se agravar e ocasionar dor de garganta e pneumonia. As pessoas devem ficar atentas caso as secreções fiquem amareladas ou esverdeadas. nesse caso, a orientação é procurar um especialista”, alertou.
Casa e trabalho
No frio, a tendência é fechar a casa e diminuir a circulação de ar no trabalho, por exemplo, mas isso representa um risco. Segundo Nogueira, colocar um balde de água no quarto ou uma toalha úmida na cabeceira da cama são válidos, mas não são suficientes.
“Isso é melhor do que nada, mas estas dicas e umidificadores no quarto, por exemplo, são mais eficazes em casa onde há pessoas acamadas ou crianças que ficam mais no ambiente. No ambiente de trabalho sempre devemos deixar um pouco da porta ou janelas abertas, mas avaliar se não está entrando muito frio. A melhor opção é a hidratação pessoal. Quanto mais líquido, melhor”, orientou.
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