segunda-feira, 24 de julho de 2017

Unidades de vacinação funcionam somente pela manhã e geram reclamações em Teresina

Unidades de vacinação funcionam apenas pela manhã em Teresina

Unidades de vacinação funcionam apenas pela manhã em Teresina

Quem procurou os postos de saúde em alguns bairros de Teresina para tomar a vacina pentavalente ficou frustrado e tive que voltar para casa sem atendimento. O problema é que em algumas unidades de saúde o setor vacinal só funciona no período da manhã. A vacina protege contra a difteria, tétano, coqueluche, meningite e outros tipos de infecções causadas pelo agente Haemophilus influenzae B e Hepatite B.

Um vídeo feito pelo G1 no Posto de Saúde do Bairro Monte Castelo, na Zona Sul de Teresina, mostra que pacientes procuram o local em busca da vacina, mas não conseguem a aplicação. Uma funcionária do local informa que a sala só é aberta pela manhã e que no turno da tarde não tem ninguém que possa aplicar a medicação.

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) comentou que as vacinas são aplicadas nas salas de vacinas e que dependendo do local funcionam em apenas um horário.

Um exemplo de quem não conseguiu a vacina foi a dona de casa Maria Alves de Castro, de 48anos, que foi com uma sobrinha por volta das 16h e não foi vacinada. Ele conta que a funcionária do posto informou que não faria mais atendimentos por falta de profissionais. “Não estão atendendo. Todo mundo tem que voltar para casa, sendo que o atendimento deveria acabar às 17h. Nem todos podem vir ao local pela manhã porque trabalham”, disse a dona de casa.

Uma mulher que preferiu não se identificar também informou que campanhas são feitas na TV incentivando os pacientes a procurarem uma unidade de saúde para a vacinação, mas que o serviço não está sendo feito da forma correta.

“Em estou há duas semanas procurando um local para me vacinar da coqueluche e hepatite. No hospital do bairro Primavera, Zona Norte, tem um cartaz informando que no mês de julho a vacina é aplicada somente pela manhã. Na Maternidade do Buenos Aires a enfermeira que aplica está de férias. O mesmo caso no Cecy Fortes, no Cabral, e no hospital do Matadouro”, reclamou a mulher, que está grávida.

Entrega da vacinas foi afetada por falha em abastecimento

Após problemas de fornecimento, o Ministério da Saúde regularizou a distribuição da vacina em todo o Brasil esta semana. As crianças devem tomar a vacina pentavalente aos dois, quatro e seis meses de idade. "O que aconteceu foi que o fornecedor não entregou a vacina", disse Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da FMS acrescentando que com a regularização há estoques até o final do mês de agosto.

Em Teresina, o Ministério da Saúde não estava repondo estoque da referida vacina desde maio. Oferecida no Programa Nacional de Imunização (PNI), a vacina pentavalente deixou de ser importada para o Brasil. Isso porque a parceria entre o Ministério, Bio-manguinhos/Fiocruz e o instituto Butantan tornou possível a produção da vacina em território nacional.

"A vacina tem de chegar, passar pelo controle de qualidade e se não é aproveitada não é distribuída. A vacina é um dos procedimentos que a gente mais tem cuidado e zelo", ressaltou Amariles Borba, enfatizando a necessidade de que os pais levem as crianças para a vacinação.

Desde 2012 o PNI oferta a vacina pentavalente no calendário de vacinação. Para imunização da criança, é necessário que o responsável apresente o cartão de vacinação do bebê. Mesmo com a mudança na aquisição da vacina, o esquema vacinal ofertado nos postos de saúde continua o mesmo. "Tem salas de vacinas em unidades de saúde e locais de saúde nos hospitais do município. De acordo com o que eles pdem a gente manda mais", comentou a diretora.

A coqueluche é uma das dez maiores causas de mortalidade infantil. Estima-se 50 milhões de casos no mundo, sendo 95% em países em desenvolvimento, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) no ano 2012. A vacinação é o principal meio de controle.

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