Parecer final de CPI do Ipremu em Uberlândia foi lido na Câmara de Vereadores (Foto: Caroline Aleixo/G1)
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada pela Câmara Municipal para apurar aplicações do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Uberlândia (Ipremu) em fundos de investimento de risco concluiu o relatório das investigações. O parecer final foi lido e aprovado pelos membros durante a sessão ordinária desta segunda-feira (7) na Câmara Municipal.
O documento aponta irregularidades na conduta do ex-superintendente do Ipremu, Marcos Botelho, da então Diretora Administrativa Financeira e ex-membro do Comitê de Investimentos, Mônica Resende Silva, e também do ex-prefeito Gilmar Machado por atos de improbidade administrativa.
O ex-prefeito informou que não foi notificado quanto ao relatório final da apuração da situação do Ipremu e, assim que tiver acesso ao documento, irá se pronunciar sobre o assunto. Gilmar Machado reafirmou que a gestão do Ipremu foi feita de forma transparente e eficiente e, como anteriormente, continua à disposição dos vereadores para qualquer esclarecimento. O G1 não conseguiu contato com os outros citados.
Com a conclusão das investigações, a comissão recomenda o ajuizamento de ações nas esferas cível e criminal por parte dos órgãos competentes a fim de responsabilizar os citados. As cópias do relatório e documentos periciados serão enviadas enviadas à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal (MPF), além da Procuradoria de Crimes Praticados por Agentes Públicos em Belo Horizonte.
- 20/4 - Houve eleição para presidente e relator da CPI, que foi instaurada com a participação de cinco vereadores. O objetivo era apurar a situação financeira do Ipremu, na antiga gestão, que apresentou um déficit bilionário.
- 5/5 - Foram apresentados os documentos fornecidos pela atual gestão do Ipremu e feita a escolha das testemunhas a serem ouvidas.
- 16/5 - O atual superintendente do Ipremu, André Goulart, foi o primeiro a ser ouvido pela CPI no dia 16 de maio e comentou sobre R$ 350 milhões aplicados em 27 fundos de investimentos pela gestão anterior.
- 25/5 - Foram ouvidos ex-membros do Ipremu ao longo das reuniões da CPI. Após a análise dos novos documentos, o relator da CPI irá apresentar o relatório final aos membros e, depois de ser votado, o texto conclusivo poderá ser remetido às autoridades competentes.
- 5/6 - Foi realizada oitiva com o ex-superintendente Marcos Botelho. Ele respondeu a todos os questionamentos dos membros da comissão e falou que de, 2013 a 2016, as aplicações que o Ipremu investiu deram um saldo positivo e que tudo era definido em conjunto com o Comitê de Investimento.
- 12/6 - O ex-prefeito Gilmar Machado foi convocado pela CPI junto ao gerente regional da Caixa Econômica Federal, Gilmar Pereira Passos. Ele afirmou que Botelho tinha total autonomia para fazer os investimentos. Já o superintendente da Caixa Econômica falou que em dezembro de 2012, 79,32% dos recursos do instituto estavam com o banco, algo em torno de R$ 300 milhões. A partir de 2013, parte das aplicações foi transferida para outros fundos que não são de primeira linha.
- 6/7 - O relator da comissão chegou a pedir a prorrogação do prazo para apresentar a conclusão das investigações depois de ter constatado divergências nos depoimentos colhidos com documentos apresentados. Entre as irregularidades estava a existência de uma carta de conforto na aplicação de R$ 9 milhões em um fundo de investimento. Até o momento, estavam apurados R$ 17 milhões em prejuízos aos cofres do instituto com aplicação em fundos de risco sendo que um deles, onde foram investidos R$ 9 milhões, quebrou.
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