Em 80% das situações, o responsável pela violência é o próprio parceiro das vítimas (Foto: Arquivo/G1)
Ameaça, lesão corporal, estupro e injúria ajudaram a contribuir para a estatística negativa da violência doméstica, emocional ou física, em Macapá, em 2017. Nos sete primeiros meses deste ano, 3.530 ocorrências foram registradas na Delegacia de Crimes Contra a Mulher (DCCM).
O número de casos foram divulgados pela Polícia Civil do Amapá a pedido do G1, e são contabilizados pelo número de boletins de ocorrências registrados na DCCM. Outro dado registrado na delegacia é que em 80% dos crimes o responsável pela violência é o próprio parceiro das vítimas.
Delegada Clívia Valente, titular da DCCM (Foto: John Pacheco/G1)
"A maioria, 80%, são companheiros, ex-companheiros, namorados. Poucos casos fogem desse parâmetro, sendo irmão, pai, mas a grande maioria são aqueles que não aceitam a decisão da vítima de terminar. Geralmente são aqueles que acumulam um histórico de violência doméstica durante todo o relacionamento", detalhou a delegada Clívia Valente, titular da DCCM.
Dos 3,5 mil casos, mais de 40% são de ameaças, dos quais os acusados usam a força física e/ou psicológica para oprimir as vítimas. A partir da denúncia, a delegacia encaminha o caso para a Justiça, que determina o afastamento do agressor ou decreta a prisão dele, dependendo do caso.
"Encaminhamos para a medida protetiva, e caso ele descumpra nós acionamos o juiz e ele pode tomar as providências, dentre elas decretar a prisão preventiva do acusado. Eu sempre digo para as vítimas que a denúncia só tem validade se a mulher manter esse contato, onde no primeiro descumprimento, ela tem que procurar a delegacia e registrar esse caso", completou a delegada.
Delegacia da Mulher fica localizada no Centro de Macapá (Foto: John Pacheco/G1)
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