
Primeiro dia de funcionamento de passarela em Uberlândia tem problemas
A passarela sobre a Avenida João Naves de Ávila, em frente ao Centro Shopping de Uberlândia, que foi inaugurada há cinco anos, começou a funcionar efetivamente neste domingo (6). A equipe do MGTV esteve no local para saber como foi o movimento e ouvir a opinião de alguns pedestres.
O local público estava em obras desde março. Foram feitas substituições de peças danificados dos elevadores, instalação de câmeras de segurança e pintura de toda a estrutura. Neste sábado (5), os agentes da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Settran), distribuíram panfletos de orientação, mas muitas pessoas não gostaram da ideia.
Após a inauguração, a reportagem flagrou um homem saindo do ônibus e pulando a grade para atravessar até o outro lado. Os semáforos que ficavam na avenida foram retirados, sendo assim, os veículos não param, diminuindo a segurança das pessoas que insistem em atravessar pelo asfalto.
Enquanto alguns pedestres disseram que o novo acesso vai trazer benefícios e mais segurança, outros reclamam que a passarela só atrapalha e que o dinheiro gasto foi jogado fora.
De acordo com a Prefeitura de Uberlândia, seis a oito mil pessoas passam pela avenida por dia. Como estratégia para que a plataforma seja usada, foi colocado grades para impedir o cruzamento dos pedestres.
Pedestre é flagrado atravessando avenida colocando a vida em risco (Foto: Reprodução/ TV Integração)
Histórico
A obra foi concluída no fim de 2012 com um investimento de cerca de R$ 1 milhão. Por um período reduzido, foi utilizada pelos pedestres e o funcionamento era parcial por problemas técnicos. Contudo, o Ministério Público Estadual (MPE) fez recomendações e o espaço deixou de ser utilizado, sendo alvo de vândalos.
Neste ano, a administração municipal contratou uma empresa de forma emergencial para acatar os pedidos feitos pela Promotoria e reformar a passarela, cujo serviço custou mais de R$ 179 mil aos cofres públicos.
Em meados de julho, o vereador Adriano Zago (PMDB) ajuizou uma ação contestando a contratação da empresa em virtude da ausência de licitação. O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Uberlândia concedeu liminar determinando a suspensão imediata das obras, uma vez que o serviço não configurava urgência e a dispensa de licitação para execução das obras apresentava risco de prejuízo ao erário.
O Município recorreu e a liminar foi derrubada em segunda instância no dia 28 de julho e as obras foram retomadas.
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