segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Servidores da Caesa paralisam atividades por ‘instabilidade' no pagamento; direção nega atrasos

Grupo de trabalhadores se concentram na sede da Caesa, em Macapá (Foto: Jorge Abreu/G1)Grupo de trabalhadores se concentram na sede da Caesa, em Macapá (Foto: Jorge Abreu/G1)

Grupo de trabalhadores se concentram na sede da Caesa, em Macapá (Foto: Jorge Abreu/G1)

Cerca de 70% dos servidores da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) cruzaram os braços na manhã desta segunda-feira (7) em protesto. Os trabalhadores alegam ‘instabilidade' no pagamento dos salários. Segundo a categoria, a remuneração deveria ser atualizada até o dia 5 de cada mês, mas é paga entre os dias 10 e 20, o que implica em transtornos e juros na cobrança de bancos e lojas.

A direção da Caesa nega o atraso e destaca que em reunião há dois anos com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Amapá (STIUAP) ficou estabelecido que o pagamento dos servidores seria feito até o dia 10 de cada mês, data que vem sendo cumprida, sendo a estatal.

Os trabalhadores estão concentrados em frente a sede da companhia, localizada na Avenida Ernestino Borges, no bairro Central, em Macapá.

Diretor do sindicato, Francinaldo Flexa (Foto: Jorge Abreu/G1)Diretor do sindicato, Francinaldo Flexa (Foto: Jorge Abreu/G1)

Diretor do sindicato, Francinaldo Flexa (Foto: Jorge Abreu/G1)

De acordo com o diretor da STIUAP, Francinaldo Flexa, os trabalhadores reclamam das taxas de juros e multas de lojas por causa dos atrasos no pagamento. A paralisação foi oficializada à direção da Caesa.

“Os trabalhadores resolveram cruzar os braços porque não aguentam mais todos os meses, sistematicamente, o atraso de pagamento. Bancos e lojas não querem saber se a gente recebeu ou não. Quando nós vamos pagar nossas contas, pagamos com multas e juros. Os trabalhadores devem se indignar mesmo”, ressaltou.

Atendente da Caesa, Ana Maria dos Santos (Foto: Jorge Abreu/G1)Atendente da Caesa, Ana Maria dos Santos (Foto: Jorge Abreu/G1)

Atendente da Caesa, Ana Maria dos Santos (Foto: Jorge Abreu/G1)

Para a atendente Ana Maria dos Santos, de 56 anos, a situação fere a ética do trabalhador. Ela conta que já teve o nome no Serasa, devido o atraso no pagamento de contas do cartão de crédito e em lojas.

“A situação está muito difícil. Não conseguimos pagar nossas contas nos dias certos. Nós somos cobrados. O nome vai para o Serasa. As pessoas ficam nos ligando. A gente se programa para uma data e nossos pagamentos ficam mudando de data. O trabalhador é digno do seu salário e nós trabalhamos para receber”, disse Ana Maria.

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