sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Empresário preso fornecia alimentação e hospedagem para manter garimpo ilegal no AP, diz PF

Imagens mostram garimpo ilegal em área de empresário de Tartarugalzinho

Imagens mostram garimpo ilegal em área de empresário de Tartarugalzinho

Investigações da Polícia Federal (PF) no Amapá apontam que o empresário, que foi preso temporariamente nesta sexta-feira (29) durante a operação “Estrada Real”, fornecia combustíveis para máquinas, alimentação e hospedagem para manter a atividade de garimpo ilegal na propriedade dele, que fica próximo à BR-156, no município de Tartarugalzinho, a 230 quilômetros de Macapá.

A PF confirmou que o empresário é Altamir Rezende, conhecido como “Mineiro”, que já foi prefeito de Tartarugalzinho na década de 1990, e é pai do ex-deputado estadual, Bruno Mineiro. O G1 entrou em contato com o advogado de defesa, mas ele não atendeu às chamadas e nem respondeu às mensagens.

“Ele é o dono da terra, mas não tinha direito de explorar. Ele possibilitava, dava liberação aos garimpeiros para extrair ilegalmente o ouro, então de certa forma ele fomentava esse garimpo, oferecendo combustível, alimentação e hospedagem”, disse o delegado João Paulo Bastos, da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Delemaph).

Polícia Federal deflagrou operação 'Estrada Real' nesta sexta-feira (29) em Tartarugalzinho (Foto: Polícia Federal/Divulgação)Polícia Federal deflagrou operação 'Estrada Real' nesta sexta-feira (29) em Tartarugalzinho (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

Polícia Federal deflagrou operação 'Estrada Real' nesta sexta-feira (29) em Tartarugalzinho (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

Mesmo de propriedade do empresário, a área não poderia ser explorada de forma mineral. Uma empresa de mineração estava autorizada para fazer pesquisas na região e pleiteava autorização para explorar. Segundo a PF, em 2016, ela fez a denúncia informando a atividade ilegal.

As informações preliminares indicam que cerca de 70 hectares da área foi degradada com a prática do crime. A PF apurou que o empresário cobrava cerca de 30% do ouro extraído.

“Segundo as investigações que ainda estão em andamento, ele cobrava até 30% da extração do ouro. A gente estima que eram retirados da área cerca de 1 quilo de ouro por semana e 30% disso ficava com o empresário. Pelo que ele falou em depoimento, ele tenta se eximir da responsabilidade da invasão”, informou Bastos.

A prisão temporária de Mineiro, solicitada para ajudar nas investigações, tem validade de 5 dias e podem ser prorrogadas. Ele foi encaminhado para o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), na Zona Oeste de Macapá.

Garimpo funcionava ilegalmente há meses em área na cidade de Tartarugalzinho (Foto: Divulgação/Polícia Federal)Garimpo funcionava ilegalmente há meses em área na cidade de Tartarugalzinho (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

Garimpo funcionava ilegalmente há meses em área na cidade de Tartarugalzinho (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

Buscas e flagrantes

Além de prender o empresário, a PF flagrou e fez a prisão de 7 pessoas, com idades entre 22 e 45 anos, em atividade típica de garimpo. Todos os presos foram conduzidos para Macapá. Também foram apreendidos duas retroescavadeiras, um caminhão e alguns motores como bombas hidráulicas.

Os presos em flagrante vão responder por extração ilegal de minério, usurpação de bem da União e associação criminosa. Além desses crimes, Mineiro também responde por lavagem de dinheiro. A polícia não deu detalhes sobre essa acusação.

A operação foi realizada pela PF, com apoio do Ministério Público Federal (MPF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Amapá (Imap).

Sete garimpeiros foram flagrados explorando minério ilegalmente (Foto: Reprodução)Sete garimpeiros foram flagrados explorando minério ilegalmente (Foto: Reprodução)

Sete garimpeiros foram flagrados explorando minério ilegalmente (Foto: Reprodução)

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