
Imagens mostram garimpo ilegal em área de empresário de Tartarugalzinho
Investigações da Polícia Federal (PF) no Amapá apontam que o empresário, que foi preso temporariamente nesta sexta-feira (29) durante a operação “Estrada Real”, fornecia combustíveis para máquinas, alimentação e hospedagem para manter a atividade de garimpo ilegal na propriedade dele, que fica próximo à BR-156, no município de Tartarugalzinho, a 230 quilômetros de Macapá.
A PF confirmou que o empresário é Altamir Rezende, conhecido como “Mineiro”, que já foi prefeito de Tartarugalzinho na década de 1990, e é pai do ex-deputado estadual, Bruno Mineiro. O G1 entrou em contato com o advogado de defesa, mas ele não atendeu às chamadas e nem respondeu às mensagens.
“Ele é o dono da terra, mas não tinha direito de explorar. Ele possibilitava, dava liberação aos garimpeiros para extrair ilegalmente o ouro, então de certa forma ele fomentava esse garimpo, oferecendo combustível, alimentação e hospedagem”, disse o delegado João Paulo Bastos, da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Delemaph).
Polícia Federal deflagrou operação 'Estrada Real' nesta sexta-feira (29) em Tartarugalzinho (Foto: Polícia Federal/Divulgação)
Mesmo de propriedade do empresário, a área não poderia ser explorada de forma mineral. Uma empresa de mineração estava autorizada para fazer pesquisas na região e pleiteava autorização para explorar. Segundo a PF, em 2016, ela fez a denúncia informando a atividade ilegal.
As informações preliminares indicam que cerca de 70 hectares da área foi degradada com a prática do crime. A PF apurou que o empresário cobrava cerca de 30% do ouro extraído.
“Segundo as investigações que ainda estão em andamento, ele cobrava até 30% da extração do ouro. A gente estima que eram retirados da área cerca de 1 quilo de ouro por semana e 30% disso ficava com o empresário. Pelo que ele falou em depoimento, ele tenta se eximir da responsabilidade da invasão”, informou Bastos.
A prisão temporária de Mineiro, solicitada para ajudar nas investigações, tem validade de 5 dias e podem ser prorrogadas. Ele foi encaminhado para o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), na Zona Oeste de Macapá.
Garimpo funcionava ilegalmente há meses em área na cidade de Tartarugalzinho (Foto: Divulgação/Polícia Federal)
Buscas e flagrantes
Além de prender o empresário, a PF flagrou e fez a prisão de 7 pessoas, com idades entre 22 e 45 anos, em atividade típica de garimpo. Todos os presos foram conduzidos para Macapá. Também foram apreendidos duas retroescavadeiras, um caminhão e alguns motores como bombas hidráulicas.
Os presos em flagrante vão responder por extração ilegal de minério, usurpação de bem da União e associação criminosa. Além desses crimes, Mineiro também responde por lavagem de dinheiro. A polícia não deu detalhes sobre essa acusação.
A operação foi realizada pela PF, com apoio do Ministério Público Federal (MPF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Amapá (Imap).
Sete garimpeiros foram flagrados explorando minério ilegalmente (Foto: Reprodução)
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