Plano de reestruturação incluiu retirada de vigilantes e fechamento de agências (Foto: John Pacheco/G1)
A 4ª Vara do Trabalho de Macapá determinou que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) mantenha o serviço de vigilância armada em todas as agências no Amapá. A decisão em caráter liminar é uma resposta à ação ingressada pelo sindicato da categoria, que alegou insegurança após a retirada dos vigilantes em 18 dos 19 postos no estado.
A superintendência do órgão no Amapá informou que até o momento não foi notificada da decisão. A retirada dos vigilantes no mês de agosto foi motivada pela reorganização financeira dos Correios, que passa por crise, anunciondo inclusive o fechamento de duas agências em Macapá. A segurança está sendo feita por câmeras de monitoramento.
Com a liminar concedida na quinta-feira (31), a Vara determinou que a vigilância armada seja retomada em até 30 dias sob pena de multa diária de R$ 10 mil. O juiz Albeniz Martins e Silva argumentou que as agências trabalham com manutenção de altos valores.
"Por fim, cumpre ressaltar que a própria norma coletiva entabulada pelas partes estabelece a prioridade da preservação da vida dos trabalhadores em detrimento dos demais aspectos da atividade postal fato que, por si só, torna ilegítima a medida adotada pela empresa", diz a decisão.
Decírio Belém, presidente do Sindicato da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos no Amapá (Foto: John Pacheco/G1)
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Correios e Telégrafos (Sintect-AP), Decírio Belém, disse que apresentou à Justiça os registros recentes de tentativas de assalto em agências. Ele completa que os profissionais de atendimento interno e externo estão expostos à violência.
"Estamos tentando conseguir uma audiência pública na Assembleia Legislativa para levantar a discussão dessa retirada. Essa decisão beneficiou os trabalhadores e acabou beneficiando os vigilantes que retornam à empresa, pois perderam seus postos de trabalho", comentou.
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