sábado, 30 de setembro de 2017

Logradouros inadequados de parque zoobotânico teria causado doenças em onças no Amapá

Onça-pintada foi diagnosticada com excesso de gordura no estômago (Foto: Jéssica Alves/G1)Onça-pintada foi diagnosticada com excesso de gordura no estômago (Foto: Jéssica Alves/G1)

Onça-pintada foi diagnosticada com excesso de gordura no estômago (Foto: Jéssica Alves/G1)

A falta de estrutura adequada em logradouros onde vivem onças no Parque Zoobotânico de Macapá, localizado no distrito da Fazendinha, pode ter afetado a saúde dos animais. A da espécie pintada foi diagnosticada com excesso de gordura no estômago. Já o outro animal, da espécie preta, adquiriu ascite, conhecida popularmente como “barriga d’água”, que é o acúmulo anormal de líquidos dentro da cavidade abdominal.

Segundo a direção do parque, os espaços onde vivem as onças, batizadas de “Joaninha” e “Pretinha”, são pequenos e a falta de movimentação contribuiu para o aparecimento de ambas as doenças. Os animais foram medicados e agora estão recebendo tratamento de acordo com orientações de um médico veterinário.

“Elas são onças idosas, na faixa etária de 14 e 19 anos, e infelizmente adquiriam essas doenças porque comiam e não tinham muito espaço para se movimentar no logradouro onde vivem. Recebemos a visita de um médico especialista do Paraná, que fez exames específicos e constatou a doença nelas. Agora estamos seguindo uma dieta reforçada junto com um tratamento contínuo”, disse o diretor do Parque Zoobotânico, Herialdo Monteiro.

Onça preta está com excesso de líquido na barriga, ocasionando inchaço (Foto: Jéssica Alves/G1)Onça preta está com excesso de líquido na barriga, ocasionando inchaço (Foto: Jéssica Alves/G1)

Onça preta está com excesso de líquido na barriga, ocasionando inchaço (Foto: Jéssica Alves/G1)

Segundo a bióloga Patrícia Fonseca, responsável pelos animais do Parque Zoobotânico, a onça preta está com muito líquido na barriga, ocasionando inchaço. Inclusive, foi feito um procedimento de drenagem no animal.

“Ela teve muita retenção de líquido no estômago e a barriga ficou muito inchada, e vários exames foram feitos, que constataram a barriga d’água. Na drenagem, chegamos a tirar quatro baldes se líquidos e agora a barriga diminuiu bastante, mas o tratamento continua”, destacou.

Herialdo Monteiro, diretor do Parque Zoobotanico de Macapá (Foto: Jéssica Alves/G1)Herialdo Monteiro, diretor do Parque Zoobotanico de Macapá (Foto: Jéssica Alves/G1)

Herialdo Monteiro, diretor do Parque Zoobotanico de Macapá (Foto: Jéssica Alves/G1)

O diretor acrescenta que a onça preta foi transferida para um logradouro maior e até o fim do mês, a onça-pintada também deve ser levada para outro espaço. Ele completa que o local não recebe animais desde o fechamento, ocorrido em 2003, quando a prefeitura de Macapá recebeu recomendações para que ocorressem readequações.

“Nós temos recursos suficientes para manter os animais que são de nossa responsabilidade e é nosso dever zelar pela saúde e bem-estar deles. Mesmo com dificuldades, buscamos sempre realizar esses atendimentos”, frisou Monteiro.

Em julho de 2015, o parque começou a receber reparos. O parque foi fechado por recomendação do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), para se adequar à legislação ambiental, tal como a ampliação dos logradouros dos animais, por exemplo. O último prazo dado pela Prefeitura de Macapá era de que o espaço ficaria pronto em janeiro de 2017, o que não aconteceu.

Logradouro foi disponibilizado para receber onça-pintada (Foto: Jéssica Alves/G1)Logradouro foi disponibilizado para receber onça-pintada (Foto: Jéssica Alves/G1)

Logradouro foi disponibilizado para receber onça-pintada (Foto: Jéssica Alves/G1)

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