Lista consta com alunos matriculados em 24 cursos de graduação da Unifap (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
Um levantamento divulgado pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) na terça-feira (5) mostra que 1.227 mil estudantes matriculados desde a década de 90 na instituição poderão entrar em processo de jubilamento e serem desligados das atividades acadêmicas ainda em 2017. A lista consta matrículas em 24 cursos de graduação.
Entre as mais antigas estão de uma estudante do curso de artes visuais, que entrou em 1992 na instituição e outra aluna, do curso de enfermagem, com matrícula no ano de 1994. A lista completa com os nomes que podem ser desligados está disponível no site da instituição.
Os cursos que apresentaram maior número de alunos com risco de perda de vínculo foram geografia, com 124 matrículas, seguido de história e ciências sociais, com 108 e 104 alunos, respectivamente.
Um edital divulgado pela universidade na segunda-feira (4) convoca os alunos que já ultrapassaram o tempo previsto para se formar, e não o fizeram, para que façam a defesa escrita das matrículas, que deve ser fundamentada, segundo a instituição. O prazo para o envio dos documentos encerra no dia 19 de setembro.
Levantamento aponta que há alunos matriculados desde a década de 90 na instituição (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
Segundo a Unifap, o acadêmico pode ficar 4 semestres consecutivos ou 5 semestres intercalados sem matrícula ou rendimento, sem justificativa. Passado esse período, a universidade declara perda da vaga. O trancamento, a não efetivação da matrícula semestral e o coeficiente de rendimento do período letivo igual a zero são consideradas formas de interrupção.
No mês de junho, a instituição já havia divulgado uma lista com 500 acadêmicos para o processo de jubilamento. A maioria dos alunos identificados esse ano estava matriculado nas licenciaturas e em polos no interior do estado, que foram suspensos e os acadêmicos não conseguiram acompanhar as aulas na capital.
“Esses números são muito volumosos e tinha aluno aqui matriculado desde a década de 1990. A perda de vaga ocorre porque os acadêmicos descumprem o regimento da Unifap, aplicado a todos de maneira igualitária”, disse a reitora da universidade, Eliane Superti.
A medida segue recomendação da resolução nº 025/2017 do Conselho Superior (Consu) da Unifap, que possibilitará a oferta das vagas ociosas para serem ocupadas por meio do Processo Seletivo Simplificado (PSS), conhecido também como “vestibulinho”, que terá edital publicado posteriormente, ainda sem data prevista.
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