
Protesto fecha entrada do município de Tartarugalzinho
Garimpeiros fecharam por cerca de 40 minutos na manhã deste sábado (30) um trecho da BR-156 na entrada do municipio de Tartarugalzinho, distante 230 quilômetros de Macapá. O protesto foi motivado pelo fechamento, por parte da Polícia Federal (PF), de uma área de garimpo na cidade.
O movimento contou com o apoio de moradores da cidade e familiares dos trabalhadores. Segundo participantes, o ato interrompeu o fluxo de veículos com galhos de árvores e pedaços de madeira. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) não acompanhou a paralisação no local.
Ato mobilizou moradores da cidade e familiares de garimpeiros (Foto: Frederik Monteiro/Arquivo Pessoal)
A principal reivindicação dos trabahadores é a reabertura do garimpo, que beneficiava cerca de 1.500 famílias. O local foi fechado pela PF durante a operação "Estrada Real" na sexta-feira (29). O empresário dono das terras, que foi preso, não tinha autorização para exploração mineral.
"Não temos o menor interesse em sacrificar o município, o estado e nem as pessoas que precisam da BR, mas o movimento é realmente legítimo. Precisamos ser ouvidos e atendidos nas nossas reivindicações. O garimpeiro é um trabahador que tem o direito de atuar de forma decente", comentou Francisco Nogueira, presidente de uma cooperativa.
Garimpo funcionava ilegalmente há vários meses em área na cidade (Foto: Divulgação/Polícia Federal)
O garimpo funcionava ilegalmente há vários meses, segundo a polícia, que fez a apreensão de máquinas e veículos de grande porte. O G1 entrou em contato com o advogado de defesa do proprietário, mas ele não atendeu às chamadas e nem respondeu às mensagens.
A investigação aponta que a região era de uma empresa que tinha autorização do Governo Federal para pesquisa mineral, mas que foi invadida pelos trabalhadores e o responsável do garimpo cobrava cerca de 30% do ouro extraído. Ele fornecia combustíveis para máquinas, alimentação e hospedagem para manter a atividade ilegal.
A área invadida tem aproximadamente 70 hectares e o responsável pela exploração ilegal vai responder pelos crimes de usurpação de bem da União, extração ilegal de minério, associação criminosa, além de lavagem de dinheiro. Se condenado, a pena pode chegar a 19 anos de prisão em regime fechado.
Manifestação durou cerca de 40 minutos; PRF não acompanhou (Foto: Frederik Monteiro/Arquivo Pessoal)
Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o VC no G1 AP ou por Whatsapp, nos números (96) 99178-9663 e 99115-6081.
0 comentários:
Postar um comentário