sábado, 30 de setembro de 2017

Manifestação pede reabertura de garimpo ilegal fechado pela PF em Tartarugalzinho

Protesto fecha entrada do município de Tartarugalzinho

Protesto fecha entrada do município de Tartarugalzinho

Garimpeiros fecharam por cerca de 40 minutos na manhã deste sábado (30) um trecho da BR-156 na entrada do municipio de Tartarugalzinho, distante 230 quilômetros de Macapá. O protesto foi motivado pelo fechamento, por parte da Polícia Federal (PF), de uma área de garimpo na cidade.

O movimento contou com o apoio de moradores da cidade e familiares dos trabalhadores. Segundo participantes, o ato interrompeu o fluxo de veículos com galhos de árvores e pedaços de madeira. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) não acompanhou a paralisação no local.

Ato mobilizou moradores da cidade e familiares de garimpeiros (Foto: Frederik Monteiro/Arquivo Pessoal)Ato mobilizou moradores da cidade e familiares de garimpeiros (Foto: Frederik Monteiro/Arquivo Pessoal)

Ato mobilizou moradores da cidade e familiares de garimpeiros (Foto: Frederik Monteiro/Arquivo Pessoal)

A principal reivindicação dos trabahadores é a reabertura do garimpo, que beneficiava cerca de 1.500 famílias. O local foi fechado pela PF durante a operação "Estrada Real" na sexta-feira (29). O empresário dono das terras, que foi preso, não tinha autorização para exploração mineral.

"Não temos o menor interesse em sacrificar o município, o estado e nem as pessoas que precisam da BR, mas o movimento é realmente legítimo. Precisamos ser ouvidos e atendidos nas nossas reivindicações. O garimpeiro é um trabahador que tem o direito de atuar de forma decente", comentou Francisco Nogueira, presidente de uma cooperativa.

Garimpo funcionava ilegalmente há vários meses em área na cidade (Foto: Divulgação/Polícia Federal)Garimpo funcionava ilegalmente há vários meses em área na cidade (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

Garimpo funcionava ilegalmente há vários meses em área na cidade (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

O garimpo funcionava ilegalmente há vários meses, segundo a polícia, que fez a apreensão de máquinas e veículos de grande porte. O G1 entrou em contato com o advogado de defesa do proprietário, mas ele não atendeu às chamadas e nem respondeu às mensagens.

A investigação aponta que a região era de uma empresa que tinha autorização do Governo Federal para pesquisa mineral, mas que foi invadida pelos trabalhadores e o responsável do garimpo cobrava cerca de 30% do ouro extraído. Ele fornecia combustíveis para máquinas, alimentação e hospedagem para manter a atividade ilegal.

A área invadida tem aproximadamente 70 hectares e o responsável pela exploração ilegal vai responder pelos crimes de usurpação de bem da União, extração ilegal de minério, associação criminosa, além de lavagem de dinheiro. Se condenado, a pena pode chegar a 19 anos de prisão em regime fechado.

Manifestação durou cerca de 40 minutos; PRF não acompanhou (Foto: Frederik Monteiro/Arquivo Pessoal)Manifestação durou cerca de 40 minutos; PRF não acompanhou (Foto: Frederik Monteiro/Arquivo Pessoal)

Manifestação durou cerca de 40 minutos; PRF não acompanhou (Foto: Frederik Monteiro/Arquivo Pessoal)

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