
Ministério Público vistoria Central de Marcação de Consultas em São Luís
Logo pela madrugada desta sexta-feira (1º), o promotor de defesa do idoso, Carlso Augusto, esteve na Central de Marcação de Consultas de São Luís (Cemarc) para fiscalizar o atendimento neste setor da área da saúde municipal tão reclamado pela comunidade.
Em apenas um dia, muitos problemas já foram identificados e o Ministério Público vai cobrar explicações da Prefeitura de São Luís.
“Resolvemos observar a forma de trabalhar. Escolhemos a Cemarc onde vem o maior número de idosos e chegamos aqui neste primeiro dia do mês, que é o único dia que as pessoas que tem um exame marcado e que receberam senha no dia 11 (de agosto) podem vir. Se perderem esse dia, só no dia 1º de outubro. Ainda tem gente que não sabe o dia certo da entrega das senhas. Outro problema também é que eles ficam do lado de fora. E me disseram que só abriram os portões as 5h por conta da nossa presença. A primeira pessoa a chegar, chegou as 19h de ontem, não tem água para servir, não há clareza nas informações. O que observamos é que há sofrimento nessas pessoas que vem aqui e buscam por saúde”, disse o promotor.
O promotor coloca como principal objetivo, a solução da forma de marcar as consultas. A substituição das filas para receber senhas, por meios que aperfeiçoem esse processo.
Entre as pessoas na fila, estava Dogivaldo Santos Ribeiro. Ele sofre de um problema na visão e teve a frustrante informação de que seu tratamento foi interrompido por conta da Prefeitura não repassar a verba devida à clínica.
Promotor do Idoso, Carlos Augusto (Foto: Reprodução/TV Mirante)
O tratamento de deslocamento de retina começou em agosto de 2016, só que no momento que ele esperava ter o tratamento continuado, depois de ter feito uma cirurgia, a clínica conveniada com a prefeitura entregou um documento ao paciente informando que o atendimento está suspenso pelo fato de a prefeitura ter diminuído os repasses.
“A gente acreditava que seria bem atendido lá e acontece um negócio desses. Aí tive que aventurar aqui”, disse o paciente.
O caso de Dogivaldo será acompanhado pelo Ministério Público, por meio da Promotoria de Saúde.
0 comentários:
Postar um comentário