sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Ministério Público fiscaliza filas na Central de Marcação de Consultas em São Luís

Ministério Público vistoria Central de Marcação de Consultas em São Luís

Ministério Público vistoria Central de Marcação de Consultas em São Luís

Logo pela madrugada desta sexta-feira (1º), o promotor de defesa do idoso, Carlso Augusto, esteve na Central de Marcação de Consultas de São Luís (Cemarc) para fiscalizar o atendimento neste setor da área da saúde municipal tão reclamado pela comunidade.

Em apenas um dia, muitos problemas já foram identificados e o Ministério Público vai cobrar explicações da Prefeitura de São Luís.

“Resolvemos observar a forma de trabalhar. Escolhemos a Cemarc onde vem o maior número de idosos e chegamos aqui neste primeiro dia do mês, que é o único dia que as pessoas que tem um exame marcado e que receberam senha no dia 11 (de agosto) podem vir. Se perderem esse dia, só no dia 1º de outubro. Ainda tem gente que não sabe o dia certo da entrega das senhas. Outro problema também é que eles ficam do lado de fora. E me disseram que só abriram os portões as 5h por conta da nossa presença. A primeira pessoa a chegar, chegou as 19h de ontem, não tem água para servir, não há clareza nas informações. O que observamos é que há sofrimento nessas pessoas que vem aqui e buscam por saúde”, disse o promotor.

O promotor coloca como principal objetivo, a solução da forma de marcar as consultas. A substituição das filas para receber senhas, por meios que aperfeiçoem esse processo.

Entre as pessoas na fila, estava Dogivaldo Santos Ribeiro. Ele sofre de um problema na visão e teve a frustrante informação de que seu tratamento foi interrompido por conta da Prefeitura não repassar a verba devida à clínica.

Promotor do Idoso, Carlos Augusto (Foto: Reprodução/TV Mirante)Promotor do Idoso, Carlos Augusto (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Promotor do Idoso, Carlos Augusto (Foto: Reprodução/TV Mirante)

O tratamento de deslocamento de retina começou em agosto de 2016, só que no momento que ele esperava ter o tratamento continuado, depois de ter feito uma cirurgia, a clínica conveniada com a prefeitura entregou um documento ao paciente informando que o atendimento está suspenso pelo fato de a prefeitura ter diminuído os repasses.

“A gente acreditava que seria bem atendido lá e acontece um negócio desses. Aí tive que aventurar aqui”, disse o paciente.

O caso de Dogivaldo será acompanhado pelo Ministério Público, por meio da Promotoria de Saúde.

0 comentários:

Postar um comentário